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Fazendeiro investigado por ameaças e maus-tratos: Fazendeiro acusado de ameaçar vizinhos é suspeito de maus-tratos contra animais

Alípio João Júnior, de 58 anos, foi inventariante das propriedades da família e perdeu o controle das fazendas após a violência

Alípio João Júnior, de 58 anos, foi inventariante das propriedades da família e perdeu o controle das fazendas após a violência

O fazendeiro Alípio João Júnior, de 58 anos, é investigado por ameaças, explosões em um condomínio residencial e disparos contra um segurança em um shopping de Ribeirão Preto. Além disso, ele é suspeito de maus-tratos contra animais em propriedades da família localizadas em Mococa e Tapiratiba, interior de São Paulo.

Segundo o Ministério Público, Alípio tornou-se inventariante da família após a morte do pai em abril de 2016, mas o cargo foi posteriormente transferido para uma advogada. A decisão judicial ocorreu após a constatação de que animais pertencentes a ele foram encontrados doentes e mortos em suas fazendas. Um médico veterinário descreveu a situação como desumana, relatando que os animais estavam abandonados e passando fome, necessitando de intervenção emergencial para sobrevivência.

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Em junho deste ano, Alípio foi preso após atirar com uma arma de pressão contra um segurança de shopping, em um episódio motivado pela perda do tíquete de estacionamento. O segurança foi socorrido e não correu risco de morte. Recentemente, vizinhos do condomínio onde Alípio reside no centro de Ribeirão Preto registraram boletins de ocorrência devido a explosões e ameaças de morte, algumas gravadas em áudio, nas quais o fazendeiro ameaça o síndico e menciona resolver problemas com assassinatos, inclusive cometidos por funcionários.

O Ministério Público solicitou a prisão preventiva de Alípio, argumentando que ele representa perigo à comunidade. O promotor Paulo José Freire Teotônio classificou como chocantes as mensagens de áudio e considerou estarrecedor que ele ainda esteja em convívio social. Além do pedido de prisão, foi requerida a realização de exame médico-legal para avaliar possível insanidade mental do investigado.

O advogado Leonardo Afonso Pontes explicou que o exame pode determinar a capacidade do investigado para responder pelos atos praticados, podendo resultar em inimputabilidade, capacidade parcial ou plena. Caso seja constatada alguma enfermidade psiquiátrica, o processo pode ser suspenso para investigação complementar, e o investigado pode ser encaminhado a tratamento médico adequado, seja em hospital ou instituto especializado.

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Entre os crimes atribuídos a Alípio estão perturbação do sossego, ameaça, injúria racial, perseguição, coação e injúria com motivação homofóbica. O promotor ressaltou que, devido à gravidade dos fatos e ao risco que ele representa, é improvável que permaneça em convívio social sem medidas restritivas.

A defesa de Alípio João Júnior ainda não foi localizada, e a decisão judicial sobre o pedido de prisão preventiva deve ser divulgada em breve. A CBN Ribeirão continuará acompanhando o caso.

Pontos-chave:

  • Alípio João Júnior é investigado por ameaças, explosões e maus-tratos a animais em propriedades da família.
  • Ele foi preso em junho após atirar em segurança de shopping com arma de pressão.
  • Ministério Público pediu prisão preventiva e exame médico-legal para avaliar possível insanidade mental.
  • Crimes atribuídos incluem ameaça, injúria racial, coação e injúria homofóbica.
Entenda melhor

O exame médico-legal solicitado visa determinar a capacidade do investigado para responder criminalmente pelos atos praticados, podendo influenciar no andamento do processo e nas medidas a serem adotadas, como prisão preventiva ou tratamento médico especializado.

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