Ao todo, 156 testemunhas serão ouvidas pela Justiça; esquema criminosos foi descoberto na Operação Sevandija
A juíza Lúcia Neias Ferreira, da 4ª Vara Criminal, definiu o início dos depoimentos do caso ‘Atmosfera’ para o dia 24 de julho. Serão ouvidas 156 testemunhas, sendo 110 arroladas pelo Ministério Público e 146 pelos acusados.
Prioridade às Testemunhas do Ministério Público
As testemunhas do Ministério Público terão prioridade. O primeiro a depor será o delegado da Polícia Federal Flávio Reis, seguido por dois agentes da PF que analisaram as interceptações telefônicas. Também serão ouvidas sete testemunhas ligadas à prefeitura e à Coderp, que serão questionadas sobre o esquema de apadrinhamento e fraudes contratuais.
Análise do Caso e Expectativas
O advogado Jorge Sanchez, conselheiro da Amarribo (instituição de combate à corrupção), afirma que a quantidade de depoimentos reflete a complexidade da Operação Sevandija. Ele espera que a justiça seja ágil e eficaz, focando nas testemunhas relevantes e descartando aquelas que possam apenas procrastinar o processo. A operação, segundo ele, é educativa para políticos e sociedade, expondo a corrupção em instituições públicas.
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Próximos Passos e Previsões
A maior parte das audiências ainda não tem data definida, mas espera-se que se estendam por atrássto. O juiz rejeitou 13 pedidos das defesas para anular as investigações, mas essa decisão pode ser revista. O jurista Roberto Ecke explica que o processo está longe do fim, prevendo a oitiva dos réus, perícias e alegações finais antes da sentença de primeira instância. Além do caso ‘Atmosfera’, outros dois processos correm em segredo de justiça, envolvendo corrupção na prefeitura de Ribeirão Preto.



