Depois de dias de exageros na alimentação e no consumo de bebidas alcoólicas, muita gente relata sintomas como dor de cabeça, inchaço, cansaço e desregulação intestinal. Mas afinal, existe mesmo “detox” pós-Carnaval?
Segundo a nutricionista Marília Olaia Machado, o foco deve ser hidratação e alimentação equilibrada. “O ideal agora é manter uma boa hidratação e uma alimentação mais leve e saudável”, orienta. A reposição de líquidos é essencial nos dias seguintes à folia. Maria destaca que água e água de coco são algumas das principais aliadas para essa recuperação.
Os isotônicos também podem ajudar, mas é preciso atenção ao teor de açúcar. “Às vezes alguns têm uma concentração de açúcar muito alta. O ideal é manter uma alimentação mais natural possível”, explica. Chás como hortelã e gengibre também podem auxiliar no desconforto gástrico e na digestão.
Frutas e verduras ricas em nutrientes ajudam o organismo a se recuperar da sobrecarga metabólica causada por álcool e gordura. Banana, melancia, abacate e maçã estão entre as recomendações. Folhas verdes como couve, rúcula e brócolis também contribuem para o bom funcionamento do organismo.
“Não existem alimentos detox. Quem faz o detox é o fígado, os rins e o intestino. Esses alimentos ajudam esses órgãos a trabalhar melhor”, esclarece.
A nutricionista também orienta manter proteínas leves, como ovos, frango e peixe, além de carboidratos como arroz e batata, evitando restrições radicais.
Jejum não é solução
Entrar em jejum para “compensar” os excessos não é indicado, especialmente para quem não tem o hábito. “Não é o momento de fazer jejum. O corpo só vai entrar em um estresse maior ainda”, alerta. O café pode ajudar a reduzir a sensação de sonolência, mas deve ser consumido com moderação, já que o estômago pode estar mais sensível.
Além da alimentação equilibrada, sono de qualidade e atividades leves, como caminhada, são recomendados para retomar a rotina. Sobre a ressaca, a nutricionista reforça que episódios pontuais tendem a melhorar com cuidados básicos. No entanto, quando o consumo de álcool se torna frequente e os sintomas persistem, é importante procurar avaliação médica.



