O Departamento Estadual de Trânsito (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo) divulgou um balanço que aponta queda no número de mortes no trânsito em Ribeirão Preto em 2026. Segundo dados do Infosiga SP, houve redução de 7,4% nas mortes registradas em maio, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Foram contabilizadas 25 mortes em maio de 2026, contra 27 em maio de 2025. No acumulado do ano, entre janeiro e maio, a queda é ainda maior, de 11,8%, com 82 mortes registradas neste ano, frente a 93 no mesmo período do ano passado.
Queda índices
Entre os indicadores positivos, o levantamento também mostra redução no número de atropelamentos. Em 2026, foram registrados dois casos, contra três no mesmo período do ano anterior, representando queda de 33%.
Entre ciclistas, a redução foi ainda mais expressiva. No acumulado do ano, a queda chegou a 73,3%, indicando melhora nos índices relacionados a esse tipo de ocorrência em Ribeirão Preto.
Apesar dos números mais favoráveis, especialistas e motoristas alertam que a imprudência ainda é um dos principais fatores de risco no trânsito, especialmente em situações envolvendo distração e desrespeito à sinalização.
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Infrações em Franca
Em Franca (Franca), os indicadores seguem preocupantes. Mesmo com fiscalização intensificada e aumento no número de autuações, os acidentes graves continuam frequentes.
De fevereiro a maio deste ano, a cidade registrou mais de 22 mil multas aplicadas pela Polícia Militar de trânsito, segundo levantamento da Secretaria Municipal de Segurança. O uso do celular ao volante lidera o ranking, com 4.035 autuações.
Na sequência aparecem a falta do uso do cinto de segurança, com 3.529 multas, e o excesso de velocidade, com 2.692 registros. Os números reforçam que grande parte das infrações acontece de forma consciente por parte dos condutores.
Imprudência diária
Motoristas ouvidos pela reportagem apontam falta de atenção, uso do celular e desrespeito às regras básicas de circulação como problemas recorrentes. Entre as reclamações mais comuns estão conversões sem sinalização, mudanças bruscas de faixa e ausência do uso da seta.
Motociclistas também relatam dificuldade diária para circular com segurança, especialmente por conta de fechadas e manobras inesperadas de outros veículos.
A percepção de quem vive o trânsito diariamente é de que, além da fiscalização, a mudança de comportamento depende principalmente de conscientização. Para muitos condutores, o maior problema no trânsito continua sendo o fator humano.



