Três praças da região (Guatapará, São Simão, Restinga e Batatais) tiveram reajuste de tarifa de 10,24% nesta terça-feira (23)
Motoristas que trafegam pelas estradas da região acordaram com uma surpresa desagradável: o aumento nas tarifas de pedágio. O reajuste médio de 10,24%, publicado no Diário Oficial do Estado e baseado no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), afetou quatro praças de pedágio na região.
Reajustes nas Praças de Pedágio
Em Guatapará (Rodovia Antônio Machado Santana), o pedágio para veículos de dois eixos subiu de R$ 13,20 para R$ 14,50 (aumento de R$ 1,30). Com pagamento automático, o valor fica em R$ 13,77. Para motos, o preço passou de R$ 6,93 para R$ 7,30 (com desconto para pagamento automático, R$ 6,93). Em São Simão (Rodovia Antônio Guerra), o pedágio para dois eixos foi de R$ 7,50 para R$ 8,30 (aumento de R$ 1,10), com pagamento automático em R$ 7,88. Para motos, o valor é de R$ 4,10 (R$ 3,89 com desconto). Já em Batatais e Restinga (Rodovia Cândido Portinari), o reajuste para veículos de dois eixos foi de R$ 8,30 para R$ 9,20 (aumento de R$ 0,90), com pagamento automático em R$ 8,74. O pedágio para motos passou para R$ 4,60 (R$ 4,37 com desconto).
Impacto no Custo do Transporte
Para um motorista que viaja diariamente de Batatais a Ribeirão Preto e vice-versa, de segunda a sexta-feira, o custo mensal com pedágio saltou de R$ 166,00 para R$ 184,00, um aumento de R$ 18,00. Esse impacto é ainda maior para empresas de transporte de cargas, que enfrentam diversos pedágios ao longo do mês, encarecendo o frete e, consequentemente, o preço final dos produtos para o consumidor.
Entrevistando Especialista
Daniel Homem de Mello, diretor de marketing da Rodonaves, empresa de logística, explicou que o setor de transporte enfrenta inúmeros desafios, como a alta do diesel (11% em outubro e 48% nos últimos 12 meses) e os reajustes de pedágio. Ele destacou que esses custos são repassados ao consumidor, impactando o preço dos produtos. A Rodonaves busca eficiência, mas há um limite para absorver os aumentos. O reajuste do pedágio, segundo Mello, impactará em cerca de 50% no custo do frete, afetando desde o combustível até produtos alimentícios. A empresa busca mitigar os impactos por meio de investimentos em tecnologia e treinamento, mas o autônomo é quem mais sofre com a falta de escala para absorver esses custos.
O aumento dos pedágios, somado aos reajustes anteriores e à alta do diesel, configura um cenário desafiador para o setor de transporte, com consequências diretas para o preço final dos produtos e para a competitividade das empresas, especialmente dos autônomos.



