Um estudo está sendo realizado pela FMRP da USP; quem traz os detalhes é o cientista Rafael Ferraz Bannitz
Uma pesquisa realizada pela USP em Ribeirão Preto avaliou os impactos da alteração do padrão de sono em funcionários de um hospital, comparando trabalhadores de dia e de noite.
Impactos na Saúde
O estudo mostrou que trabalhadores noturnos apresentam maior risco de desenvolver diabetes e dislipidemia (descontrole lipídico). Foram observados níveis mais altos de glicose e triglicérides, além de maior circunferência abdominal nesse grupo, em comparação aos trabalhadores diurnos.
Ciclo Circadiano e seus Efeitos
A pesquisa também analisou os genes relacionados ao ciclo circadiano, responsável pela regulação do ritmo biológico do corpo. Os resultados indicaram desregulação desses genes em trabalhadores noturnos, aumentando a probabilidade de doenças metabólicas. O ciclo circadiano é sensível à luz solar, sendo o período noturno o ideal para o sono. Mesmo dormindo a mesma quantidade de horas, mas em horários diferentes, o corpo não consegue se regular adequadamente, levando ao cansaço extremo e maior risco de doenças.
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Recomendações e Considerações Finais
Para minimizar os efeitos negativos do trabalho noturno, a pesquisa sugere a implementação de políticas de saúde que promovam a rotatividade entre os trabalhadores, aumente o tempo de descanso e reduza o número de dias de trabalho noturno. Além disso, uma alimentação adequada e a prática regular de exercícios físicos podem auxiliar na mitigação dos riscos à saúde. A pesquisa destaca a importância de se buscar um equilíbrio, mesmo com as dificuldades impostas pela necessidade de serviços 24 horas por dia.



