A história da PRA-7, primeira emissora de rádio do interior do Brasil e a sétima do país, será contada em um novo documentário que estreia em Ribeirão Preto. A produção, dirigida por Gabriel Mendeleh e idealizada por Tato Siansi, resgata a trajetória da rádio fundada na década de 1920 e sua importância para o desenvolvimento da comunicação brasileira.
O longa “PRA-7, a voz que moldou uma era” reúne depoimentos de radialistas, pesquisadores e pessoas que fizeram parte da história da emissora. O lançamento acontece às 20h30 no Theatro Pedro II, com entrada gratuita, durante a programação da mostra em comemoração aos 170 anos de Ribeirão Preto.
Legado histórico
Segundo o diretor Gabriel Mendeleh, o documentário busca preservar não apenas a memória da PRA-7, mas também parte da história de Ribeirão Preto e do próprio rádio no Brasil. A emissora teve papel pioneiro na comunicação, no jornalismo, no entretenimento e na cultura do país.
Durante décadas, a rádio se tornou um dos principais meios de comunicação da população, com programas de grande audiência como o Balangandã e a Rotativa Sonora. A força da emissora era tão grande que moradores se lembram de caminhar pelas ruas da cidade ouvindo a mesma programação que saía das janelas das casas.
Palácio do Rádio
A PRA-7 também marcou a paisagem de Ribeirão Preto com o Palácio do Rádio, prédio projetado exclusivamente para receber uma emissora de rádio. O espaço abrigava estúdios, apresentações, radionovelas e chegou a ter uma estrutura pensada para uma futura emissora de televisão.
De acordo com Gabriel Mendeleh, a visão de José da Silva Bueno, um dos principais nomes da história da PRA-7, foi fundamental para o crescimento da emissora e para transformar Ribeirão Preto em um importante centro de cultura, entretenimento e informação.
Bastidores do filme
O documentário é baseado no livro escrito por Gil Santiago e André Rezende, que também participam da produção por meio de depoimentos. Além deles, o longa traz relatos de profissionais que passaram pela emissora, como Cruz Neto, ligado ao programa Balangandã.
Para o diretor, o filme reúne histórias que mostram a influência da PRA-7 na vida dos moradores, desde os grandes programas de auditório até os bastidores das transmissões esportivas, preservando a memória de uma época em que o rádio era o principal elo de informação e convivência da sociedade.



