Ouça o quadro ‘A Cidade há 100 anos’, com Rosana Zaidan
Em 1915, a religiosidade era um aspecto proeminente na sociedade, e em Ribeirão Preto não era diferente. Figuras influentes da época se destacavam por seu apoio e envolvimento com causas religiosas.
Dona Sinhá Junqueira: A Rainha do Café e sua Devoção
Dona Iria Alves Ferreira, mais conhecida como Dona Sinhá Junqueira, a “Rainha do Café”, era uma figura multifacetada e, por vezes, polêmica. No entanto, sua faceta de benfeitora de obras religiosas merece destaque. Ela era conhecida por patrocinar altares e outras iniciativas religiosas nas igrejas da cidade.
Entronização na Santa Casa e o Apoio da Elite Ribeirão-Pretana
Em 1915, Dona Sinhá Junqueira atuou como madrinha da imagem de Nossa Senhora das Dores, que foi entronizada na Santa Casa de Ribeirão Preto. A solenidade contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o prefeito da época, Macedo Bitencourt, e o Monsenhor Siqueira, figura importante nas cerimônias da Catedral. Devido à sua saúde debilitada, Dona Sinhá Junqueira foi representada por Dona Amália Junqueira, esposa do Major Antônio Junqueira.
O Legado da Religiosidade em Ribeirão Preto
A entronização da imagem de Nossa Senhora das Dores na Santa Casa demonstra a importância da religiosidade na Ribeirão Preto da época. A Santa Casa, sendo o primeiro hospital da cidade, teve a imagem como uma espécie de padroeira. A prática de inaugurar altares e colaborar com a Igreja Católica foi uma constante em Ribeirão Preto, com a participação ativa da comunidade e de senhoras influentes que patrocinavam a aquisição de imagens e outras obras de arte sacra.
Essa dedicação à fé deixou um legado duradouro na cidade, visível até hoje em sua arquitetura e tradições.



