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Falta de ar condicionado faz medicamentos de UBS estragarem

Posto de saúde do José Sampaio teve dois aparelhos de ar condicionado retirados dois dias após a inauguração do local
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Posto de saúde do José Sampaio teve dois aparelhos de ar condicionado retirados dois dias após a inauguração do local

Posto de saúde do José Sampaio teve dois aparelhos de ar condicionado retirados dois dias após a inauguração do local

A recente retirada dos aparelhos de ar condicionado da Unidade Básica de Saúde (UBS) José Sampaio, em Ribeirão Preto, reacendeu o debate sobre a infraestrutura e o cuidado com a conservação de medicamentos. A remoção, ocorrida logo após a reinauguração da unidade, levanta sérias questões sobre o planejamento e a gestão dos recursos destinados à saúde pública.

O Impacto da Falta de Refrigeração

Segundo Débora Alessandra da Silva, co-gestora de saúde, a retirada dos aparelhos ocorreu por falta de pagamento à empresa fornecedora, resultado de uma licitação que não previu a instalação adequada do sistema de refrigeração. A ausência de ar condicionado, especialmente em um ambiente como a farmácia da unidade, onde a temperatura ideal deve ser mantida em torno de 20°C, pode comprometer a qualidade e a eficácia dos medicamentos. Medições recentes indicaram temperaturas internas de até 35°C, expondo os fármacos a condições inadequadas por um período de cinco dias.

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Repercussão entre Pacientes e Funcionários

A situação tem gerado preocupação entre pacientes e funcionários da UBS. Um paciente, identificado como João Luiz Cintra de Lima, relatou que a temperatura no interior da farmácia atingia 28°C, um valor considerado alto e prejudicial para a conservação dos medicamentos. Funcionários também expressaram desconforto com o calor, que torna o ambiente de trabalho insuportável. Além do desconforto, a falta de refrigeração pode acelerar a deterioração dos medicamentos, comprometendo sua eficácia e colocando em risco a saúde dos pacientes.

Resposta da Prefeitura e Medidas Adotadas

Diante da repercussão do caso, a prefeitura de Ribeirão Preto informou que uma nova licitação foi aberta e que, em até dez dias, novos aparelhos de ar condicionado serão instalados na unidade. A administração municipal também afirmou que uma geladeira está disponível na farmácia para armazenar os medicamentos que necessitam de refrigeração. No entanto, a gerente da unidade se recusou a mostrar a geladeira à imprensa, alegando que apenas a assessoria de comunicação poderia fornecer informações. Essa falta de transparência levanta dúvidas sobre a real situação dos medicamentos e as condições de armazenamento.

A situação expõe a fragilidade na gestão da infraestrutura de saúde e a importância de um planejamento adequado para garantir a qualidade dos serviços prestados à população.

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