Fundadora do ‘Cantinho do Céu’ diz que recebe apenas R$ 30 mensais por paciente, que tem um custo de R$ 4 mil
Duas entidades assistenciais de Ribeirão Preto, o Cantinho do Céu e a Casa do Vovô, enfrentam dificuldades financeiras devido à insuficiência dos repasses governamentais, comprometendo o atendimento a pacientes e idosos.
Cantinho do Céu: Custos Elevados e Repasses Insuficientes
No Cantinho do Céu, que oferece cuidado integral a pacientes com paralisia cerebral e sequelas severas, a situação é crítica. Sônia Ponciano, fundadora da entidade, relata que recebem apenas R$30 por paciente ao mês, enquanto o custo individual chega a R$4 mil. A instituição, que se tornou hospital de retaguarda por exigência do Ministério Público, teve que realizar adequações e contratar mais funcionários, elevando os custos mensais para cerca de R$300 mil. Apesar de um convênio com a prefeitura prever repasses de R$35 mil mensais, a primeira parcela recebida foi de apenas R$18 mil.
Casa do Vovô: Atrasos e Impacto nos Serviços
A Casa do Vovô, que atende cerca de 90 idosos, também enfrenta problemas com os repasses. Segundo a gestora Regina Nomura, o último repasse de R$3.500, proveniente do governo federal e administrado pela prefeitura, foi feito em março. A falta de informações e os atrasos nos repasses estão impactando as contas da administração, forçando a entidade a reduzir custos, como a diminuição da oferta de carne aos idosos e a suspensão da admissão de novos residentes.
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Posicionamento da Prefeitura e do Governo Federal
Em nota, a Prefeitura de Ribeirão Preto informou que firmou um convênio com o Cantinho do Céu e que o pagamento é feito por produção faturada, justificando o valor de R$18 mil repassado em um determinado mês. Em relação à Casa do Vovô, a administração municipal afirmou que nenhum repasse está atrasado e que os valores de janeiro, fevereiro e março foram adiantados, com previsão de adiantamento dos valores de abril, maio e junho. O Ministério do Desenvolvimento comunicou que já repassou R$1,6 milhão para a Prefeitura de Ribeirão Preto neste ano, sendo R$27 mil em agosto.
Apesar das explicações, as entidades seguem buscando alternativas para garantir a continuidade dos serviços essenciais que prestam à comunidade.



