Santuário Vale da Rainha e a Associação Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos têm 90 dias fazer o manejo do rebanho
Após dois anos de batalha judicial, o caso das mais de mil búfalas resgatadas em situação de maus-tratos na Fazenda Água Sumida, em Brotas (SP), teve um novo desfecho. A justiça local aceitou uma tutela de urgência e nomeou duas novas entidades para administrar o rebanho: o Santuário Vale da Rainha e a Associação Santuário Ecológico Rancho dos Guinômos.
Entidades assumem responsabilidade pelo rebanho
As entidades terão 90 dias para realizar o manejo do rebanho e deixar a propriedade. A ONG Amor e Respeito Animal, que cuidava das búfalas desde novembro de 2021, perdeu a tutela após a justiça alegar falta de documentação, plano de manejo e manutenção adequada da fazenda, o que permitiu que os animais invadissem propriedades vizinhas. A decisão judicial impede que os animais retornem à posse dos irmãos do antigo fazendeiro, que pretendiam abater os animais.
Entenda o caso
As denúncias de maus-tratos na Fazenda Água Sumida começaram em novembro de 2021, com a Polícia Militar Ambiental encontrando mais de mil búfalas em péssimas condições, sem comida e água, com pelo menos 22 animais mortos. O ex-proprietário foi multado, pagou fiança e chegou a ser preso. Em dezembro de 2021, 98 carcaças de búfalas foram encontradas e um relatório da USP e Unesp comprovou que os animais sofreram estresse, fome e sede prolongadas.
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Recurso e próximos passos
O advogado da família do antigo fazendeiro afirma que irá recorrer da decisão judicial. A ONG Amor e Respeito Animal comemorou a decisão, que evita o retorno dos animais à família do fazendeiro e o seu provável abate. O caso demonstra a complexidade de lidar com situações de grande porte envolvendo animais em situação de vulnerabilidade, e a importância da atuação conjunta de órgãos públicos e entidades de proteção animal.



