Situação segue preocupante nas cidades da região em relação a disponibilidade de leitos para tratar a doença
Duas pacientes idosas morreram após espera prolongada por leitos de UTI em hospitais da região de Ribeirão Preto.
Mortes em Ribeirão Preto e Franca
Dona Floripes da Maraul Benat, 66 anos, faleceu em Ribeirão Preto após seis dias internada na UPA Sumarezinho, aguardando transferência para um leito de UTI. Já em Franca, dona Benedita das Graças Souza, 85 anos, morreu após seis dias no pronto-socorro Dr. Álvaro Azuz, na mesma situação.
Falta de Leitos e Reabilitação de Vagas
A demora na regulação de vagas em hospitais com estrutura de UTI é um problema recorrente na região. Ribeirão Preto chegou a 100% de ocupação de leitos de UTI recentemente, enquanto Franca atingiu o limite na sexta-feira. A desativação de leitos no passado e a lentidão na reativação contribuem para a crise. Em Franca, o pronto-socorro Dr. Álvaro Azuz, com estrutura para pacientes com Covid-19, não possui leitos de UTI completos. A Secretaria de Saúde aguarda a reativação de leitos na Santa Casa até 14 de fevereiro, prevendo um aumento para 20 leitos de UTI (10 de enfermaria).
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Situação Atual dos Leitos de UTI
A Secretaria de Estado da Saúde afirma que Franca receberá mais 27 leitos de UTI (15 já em funcionamento). Em Ribeirão Preto, a taxa de ocupação de leitos de UTI oscilou entre 86% e 88,7% no início da semana, com 59 pacientes internados em estado grave em hospitais públicos e privados. Apesar da alta ocupação, a situação demonstra a necessidade urgente de ampliação e reestruturação da capacidade de atendimento em UTI na região.


