Índice de Preços do Consumidor divulgado pela ACIRP revelou alta geral de quase 0,5%
A Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACIRP), com o apoio da Fundação de Pesquisas Econômicas (FIPE), divulgou o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) referente ao mês de julho. O levantamento revela um cenário de inflação persistente, embora com um ritmo ligeiramente atenuado em comparação com o ano anterior.
Inflação em Julho: Uma Análise Detalhada
Na comparação com junho, a inflação média para o consumidor foi de 0,47%. Apesar desse aumento, o economista e professor da USP, Alexandre Nicolela, destaca que a situação é mais favorável do que em julho de 2015, quando o IPC atingiu 1,4%. “A inflação tem demonstrado sinais de queda, o que é um ponto positivo, tanto falando do Brasil como da região de Ribeirão Preto”, afirma Nicolela.
Alimentos e Educação: Os Vilões da Inflação
Dois setores se destacaram como os principais responsáveis pelo aumento da inflação em Ribeirão Preto: educação (0,54%) e, principalmente, alimentação (1,15%). Produtos básicos como feijão e leite apresentaram aumentos expressivos, com o feijão registrando um aumento de quase 50% e o leite, um aumento médio de 45,6% em relação a julho do ano anterior. Nicolela atribui essas altas a fatores climáticos e estacionais, como o período de entressafra.
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Impacto no Poder de Compra do Consumidor
O aumento contínuo dos preços impacta diretamente o poder de compra do consumidor. Segundo Nicolela, a renda não acompanha a elevação dos preços, resultando em uma menor capacidade de compra. “Essa sensação que dá quando a gente vai ao supermercado, efetivamente, a gente consegue comprar cada vez menos, porque a inflação impacta diretamente o poder de compra do nosso salário”, explica o economista.
Nos últimos 10 anos, a inflação acumulada em alimentos e bebidas atingiu 124%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), evidenciando o impacto significativo no orçamento das famílias.
Embora o cenário inflacionário ainda cause preocupação, a leve desaceleração em relação ao ano anterior pode indicar uma tendência de estabilização nos próximos meses.



