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Empresário preso na ‘Fake Money’ foi alvo da PF em 2016 também por fraude tributária

Mateus José Andrade teve documentos recolhidos em sua empresa na época, a AJ. Andrade Assessoria Administrativa
Fraude tributária
Mateus José Andrade teve documentos recolhidos em sua empresa na época, a AJ. Andrade Assessoria Administrativa

Mateus José Andrade teve documentos recolhidos em sua empresa na época, a AJ. Andrade Assessoria Administrativa

Em uma operação conjunta da Polícia Federal e Receita Federal, deflagrada na manhã de ontem em Ribeirão Preto e outras cidades, 15 pessoas foram presas por suspeita de fraude tributária que causou um prejuízo estimado em R$ 5 bilhões aos cofres públicos.

Operação Fake Money

Denominada Operação Fake Money, a ação mira um esquema criminoso que envolvia a venda de créditos tributários falsos ou baseados em títulos da dívida pública prescritos. Segundo o delegado Flávio Reis, advogados propunham ações judiciais para executar esses títulos, mesmo sabendo de sua improcedência, para justificar a venda. Contadores, por sua vez, elaboravam declarações fraudadas e orientavam empresas vítimas, enquanto empresários atuavam na intermediação dos negócios.

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Prisões e Investigações

Entre os presos está o empresário Mateus José Andrade, que já havia sido investigado em 2016 pela Polícia Federal na Operação Pirita, também por fraude tributária. As prisões ocorreram em São Paulo, Minas Gerais e Paraná, com apreensões em diversas cidades. Andrade, considerado um dos líderes da quadrilha, permanecerá preso preventivamente até o julgamento.

Acidente Fatal e Outras Acusações

Além da fraude tributária, Andrade também responde por um acidente de trânsito ocorrido em 2014, que resultou na morte de Vilma Aparecida Silva Santos e sua neta, Anne Aparecida Alves. À época, Andrade, que dirigia em alta velocidade e sob efeito de álcool e cocaína, foi preso em flagrante, mas liberado posteriormente. Apesar de um laudo apontar embriaguez da vítima Vilma, a defesa da família argumenta que a alta velocidade de Andrade foi determinante para o acidente.

As investigações sobre a fraude tributária e o acidente de trânsito seguem em andamento. A complexidade do esquema criminoso e as diversas acusações contra Andrade demonstram a gravidade dos crimes cometidos, impactando significativamente os cofres públicos e resultando em uma tragédia familiar.

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