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Empresas de Ribeirão participam de reunião para ajustamento na contratação de jovens aprendizes

Representantes de 250 corporações participam de tratativas com o MP do Trabalho e Juizado da Infância para regularização de cota
Empresas de Ribeirão participam de reunião
Representantes de 250 corporações participam de tratativas com o MP do Trabalho e Juizado da Infância para regularização de cota

Representantes de 250 corporações participam de tratativas com o MP do Trabalho e Juizado da Infância para regularização de cota

O Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Juizado Especial da Infância e da Adolescência de Ribeirão Preto promovem, nesta manhã, uma audiência pública com representantes de 250 empresas da cidade para cobrar o cumprimento da cota de aprendizagem. O encontro ocorre no anfiteatro do Centro Universitário Estácio, no bairro Ribeirânia.

Motivo do encontro e dados sobre vagas

Segundo o procurador do MPT, Ronaldo Lira, as empresas convocadas foram identificadas por não cumprirem integralmente a cota legal de aprendizes. Dados do Observatório de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil mantido pelo MPT e pela PGR apontam que, em 2023, havia 5.700 vagas de aprendizagem disponíveis em Ribeirão Preto, das quais apenas 2.700 estavam preenchidas — pouco menos da metade.

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Por que as empresas não contratam e alternativas previstas

O procurador afirmou que as justificativas apresentadas pelas empresas variam: algumas alegam dificuldade em encontrar candidatos adequados; outras dizem não ter local apropriado para a atividade prática — caso, por exemplo, de empresas de vigilância em que parte do trabalho ocorre com equipes armadas ou fora do escritório. Lira ressalta, porém, que existem alternativas legais, como o cumprimento alternativo da cota por meio de convênio com órgãos públicos ou a utilização de entidades formadoras para a parte teórica do contrato.

O contrato de aprendizagem é, por definição, um vínculo misto: parte do tempo do jovem é dedicado à formação teórica em entidade credenciada e o restante à experiência prática na empresa. A legislação estabelece uma cota entre 5% e 15% do quadro de pessoal para aprendizes; o MPT alerta que muitas empresas não cumprem sequer o mínimo de 5%.

Próximos passos e canais de contato

As empresas foram convidadas inicialmente para o diálogo; caso seja confirmado o descumprimento da cota, o MPT pode instaurar inquérito e propor a assinatura de um termo de ajustamento de conduta (TAC). Se a empresa não aderir ao acordo, poderão ser adotadas medidas judiciais. O procurador também destacou que Ribeirão Preto dispõe de diversas entidades formadoras — entre elas instituições como o SENAI — prontas para receber e qualificar jovens interessados.

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Empresários que queiram mais informações ou esclarecimentos podem participar da audiência, entrar em contato pelo site do MPT (www.mpt.mp.br), pelas redes sociais da unidade regional (MPT Campinas) ou procurar o Ministério do Trabalho local em Ribeirão Preto.

A iniciativa busca não só o cumprimento da lei, mas ampliar oportunidades de qualificação e reduzir a exposição de adolescentes ao trabalho irregular, oferecendo caminhos para o primeiro emprego e para a formação profissional.

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