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Empresas e sindicato dos metalúrgicos de Sertãozinho anunciam medidas de proteção ao emprego

Medidas foram adaptadas das normas anunciadas pelo Governo Federal no mês de julho
Sindicato dos metalúrgicos
Medidas foram adaptadas das normas anunciadas pelo Governo Federal no mês de julho

Medidas foram adaptadas das normas anunciadas pelo Governo Federal no mês de julho

Em Sertãozinho, interior de São Paulo, um pacto entre sindicatos, empresas e prefeitura busca alternativas para atenuar os impactos da crise econômica no setor industrial. A iniciativa visa adaptar medidas governamentais de proteção ao emprego à realidade local, onde muitas empresas enfrentam dificuldades financeiras e restrições de crédito.

Obstáculos à Adesão ao Programa Governamental

Uma das principais barreiras para a adesão das empresas ao programa de proteção ao emprego é a exigência de regularidade fiscal, comprovada pela Certidão Negativa de Débito (CND). Muitas indústrias de base e metalúrgicas da região, com histórico de dificuldades financeiras, não conseguem cumprir esse requisito, ficando impossibilitadas de receber o benefício. A iniciativa local busca contornar essa exigência, adaptando as normas à realidade do município.

O Pacto pelo Emprego: Uma Solução Local

O presidente do Centro das Indústrias de Sertãozinho (CESI), Antônio Eduardo Tonielo Filho, destaca que diversas reuniões foram realizadas entre sindicato e empresas para definir as novas normas. O objetivo é viabilizar a adesão ao programa governamental, que se torna inviável para empresas com débitos. A parceria entre CESI, sindicato e prefeitura resultou em um “pacto pelo emprego”, que busca flexibilizar as condições e encontrar soluções que beneficiem tanto empregadores quanto empregados.

Medidas Adotadas e Desafios Futuros

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Samuel Marquete, detalha as principais adaptações propostas: redução da jornada de trabalho, adaptada à rotina de cada empresa, e garantia de estabilidade aos trabalhadores, mesmo após a recuperação financeira das empresas. Apesar dos esforços, não há garantia de que as demissões cessarão completamente, especialmente durante a entressafra da cana-de-açúcar, período de menor atividade no setor. A negociação coletiva entre sindicato e empresas é fundamental para garantir a aceitação das medidas pelos trabalhadores.

A iniciativa em Sertãozinho representa um esforço conjunto para mitigar os efeitos da crise no mercado de trabalho local, buscando alternativas que se adaptem à realidade das empresas e garantam a proteção dos empregos.

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