O endividamento no agronegócio acende um alerta para produtores rurais diante das dificuldades nas renegociações de dívidas. O cenário reúne eventos climáticos severos, aumento dos custos de produção, juros elevados e preços que, em algumas culturas, não acompanharam os custos. Segundo o especialista em gestão de crise André Rocha, o produtor precisa ter o endividamento analisado como um todo, considerando a capacidade real de geração de caixa da propriedade.
Entre as alternativas discutidas estão o alongamento e a reorganização das dívidas, com prazos, carências e fluxos de pagamento adequados à realidade das atividades agrícolas. André Rocha também cita mecanismos como fundos garantidores e compartilhamento de risco, mas alerta que a falta de reorganização pode reduzir a capacidade de compra de insumos, investimentos e financiamento da próxima safra, aumentando o risco de venda de ativos, execução de garantias e pedidos de recuperação judicial.
O Giro do Agro também destaca que a reestruturação das dívidas está relacionada à sustentabilidade do sistema de crédito rural. O objetivo é permitir a recuperação de produtores com atividade economicamente viável sem ampliar os riscos para as instituições financeiras e encarecer ou restringir o crédito para o setor. Ouça o áudio completo da coluna Giro do Agro.