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Entre a cruz e a espada… o ‘queridinho’ café tem suas vantagens, mas também leva substâncias danosas

Quem elenca as propriedades da bebida, que é uma das mais consumidas no Brasil, é o pesquisador Vitor Engracia Valenti
café danoso
Quem elenca as propriedades da bebida, que é uma das mais consumidas no Brasil, é o pesquisador Vitor Engracia Valenti

Quem elenca as propriedades da bebida, que é uma das mais consumidas no Brasil, é o pesquisador Vitor Engracia Valenti

O cafezinho, hábito matinal para muitos brasileiros, é tema de diversos estudos científicos. Suas propriedades, benéficas e maléficas, são analisadas com o objetivo de entender melhor seus impactos na saúde.

Benefícios do café para a saúde

Pesquisas recentes, como um estudo publicado na revista União de Rampo Médico com mais de 70 mil participantes, apontam que o consumo moderado de cafeína (50 a 100 miligramas por dia, equivalente a, no máximo, duas xícaras de café) está associado à redução do risco de doenças cardiovasculares e mortalidade em geral, incluindo o câncer. Isso se deve aos efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes da cafeína em doses moderadas. Além disso, para quem se exercita, o consumo moderado de cafeína antes da atividade física pode melhorar o desempenho.

Café com açúcar ou adoçante: qual a influência?

Um estudo investigou os efeitos do consumo de café com açúcar ou adoçante. Os resultados indicam que, mesmo com a adição de açúcar ou adoçante em pequenas quantidades, o consumo moderado de cafeína continua associado a um menor risco de mortalidade. Ou seja, o benefício do café, em doses moderadas, prevalece mesmo com a adição de açúcar ou adoçante.

Consumo excessivo e impacto no sono

Embora o consumo moderado de café apresente benefícios, o consumo excessivo pode trazer malefícios. A cafeína pode interferir no sono, principalmente se consumida após as 16h ou 18h, devido ao seu efeito estimulante que pode durar até uma hora após a ingestão. Para pessoas com insônia, a recomendação é evitar o consumo após o início da tarde. A velocidade com que o corpo metaboliza a cafeína também influencia nos efeitos, sendo que pessoas com metabolismo mais lento podem sentir os efeitos estimulantes por mais tempo. O consumo acima de 100 miligramas de cafeína, ou mais de três xícaras de café para pessoas com histórico familiar de problemas de pressão, pode ser prejudicial à saúde. A recomendação geral é não exceder duas xícaras de café por dia.

Em suma, o consumo moderado de café apresenta inúmeros benefícios para a saúde, desde a redução do risco de doenças cardiovasculares até a melhora no desempenho físico. No entanto, é crucial atentar para a quantidade ingerida e para o horário de consumo, evitando o excesso e o consumo próximo ao horário de dormir para garantir que os benefícios sejam aproveitados sem comprometer a saúde.

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