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Epilepsia afeta até 2% dos brasileiros e exige informação para combater preconceito

Doença neurológica atinge milhões no mundo, tem tratamento pelo SUS e pode exigir cirurgia em casos específicos
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ThitareeSarmkasat de Getty Images/Canva

A epilepsia, uma das doenças neurológicas mais comuns no mundo, afeta cerca de 50 milhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde. No Brasil, estimativas apontam que entre 1% e 2% da população convive com o transtorno, que pode se manifestar em diferentes idades e com variados tipos de crise.

Em Ribeirão Preto, o Hospital das Clínicas conta com um centro de cirurgia especializado para pacientes que não respondem ao tratamento medicamentoso. Apesar dos avanços da medicina, o preconceito e a desinformação ainda são desafios importantes no diagnóstico e no cuidado com os pacientes.

A epilepsia é um transtorno caracterizado pela predisposição do cérebro a apresentar crises epilépticas, que são alterações temporárias no funcionamento cerebral. Essas crises podem ocorrer de forma inesperada, sem a necessidade de um fator externo desencadeante.

O neurologista José Araújo de Andrade Neto explica que é importante diferenciar a doença da crise em si. Enquanto a epilepsia é o diagnóstico, a crise epiléptica é o fenômeno observado ou sentido pelo paciente, podendo variar em intensidade e frequência.

Preconceito

Mesmo com maior acesso à informação, ainda há estigmas associados à epilepsia. Durante muito tempo, a condição foi ligada a transtornos psiquiátricos ou até a crenças místicas, o que contribuiu para o afastamento social de pacientes.

Segundo o especialista, ainda existem pessoas que acreditam que a doença é contagiosa ou associada a fatores religiosos. Esse cenário reforça a importância da conscientização para garantir diagnóstico adequado e adesão ao tratamento.

Tratamento

O tratamento da epilepsia é feito principalmente com medicamentos, que variam conforme a idade e o tipo de crise. A adesão correta ao uso dos remédios, além de hábitos como manter uma boa rotina de sono e evitar substâncias como álcool, são fundamentais para o controle da doença.

A maioria dos medicamentos está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), seja diretamente nas unidades básicas ou por meio de programas de alto custo. Em casos mais complexos, pode ser necessária intervenção cirúrgica, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida do paciente, mesmo quando não há possibilidade de cura.

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