Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
A partida entre Brasil e Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 2014 já era vista como um desafio árduo. No entanto, antes do apito inicial, a esperança de vitória pairava no ar, unindo torcedores em bares, residências e até mesmo em locais de trabalho que transmitiam o jogo para seus funcionários. Aos 10 minutos, o gol da Alemanha silenciou o otimismo, dando lugar à apreensão.
O Silêncio da Maioria e a Festa Solitária
Enquanto a torcida brasileira se via perplexa, um torcedor solitário da Alemanha celebrava em uma choperia alemã na zona sul de Ribeirão Preto. Wesley Villela, descendente de alemães, expressou sua homenagem ao avô, dividindo o coração entre as duas nações. Mesmo com a perplexidade geral, ele vibrava a cada gol alemão, destacando jogadores como Viller e Chai Staggers.
Um Bar Dividido: Perplexidade e Patriotismo
Erika Rosa, proprietária da cervejaria alemã, viu seu bar dividido entre a tristeza brasileira e a alegria isolada de Villela. A cada gol alemão, o choque tomava conta dos torcedores brasileiros, enquanto o placar se tornava cada vez mais desfavorável. A incredulidade era palpável, com muitos expressando decepção e desilusão com o desempenho da seleção.
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Lições Amargas e um Olhar para o Futuro
A derrota por 7 a 1 gerou revolta em alguns, mas também um senso de realidade para outros. Felipe Pal destacou a preparação alemã, enquanto outros viram a derrota como um sinal de que o Brasil precisa focar em melhorias além do futebol, como infraestrutura e educação. Camila Souza, advogada, resumiu o sentimento de que, apesar da tristeza, é preciso manter a alegria e seguir em frente.
O jogo emblemático deixou marcas profundas, servindo como um lembrete de que o futebol, por mais apaixonante que seja, é apenas uma parte de um país que anseia por um futuro melhor.



