A queda de cerca de 500 árvores durante o temporal que atingiu Ribeirão Preto reacendeu o debate sobre o planejamento da arborização urbana. Para o professor de Políticas Ambientais da USP, Marcelo Marini Pereira, os danos registrados na cidade reforçam a necessidade de investimentos em prevenção, manejo e planejamento da vegetação.
Em entrevista à CBN Ribeirão, o especialista classificou o temporal como uma catástrofe, mas destacou que eventos extremos como esse já eram previstos pela comunidade científica em razão das mudanças climáticas. Segundo ele, além de lidar com as consequências, é preciso adotar medidas permanentes para reduzir os impactos futuros.
Mudanças climáticas
Marcelo Marini afirmou que o aumento da frequência de eventos climáticos extremos é consequência de um processo global relacionado às mudanças climáticas. Na avaliação do professor, o enfrentamento desse cenário exige ações em diferentes escalas, desde iniciativas internacionais até políticas públicas locais.
Segundo ele, Ribeirão Preto não é a única responsável por esse cenário, mas precisa fazer sua parte por meio de ações voltadas à preservação ambiental e ao fortalecimento da infraestrutura verde da cidade.
Arborização
Para o especialista, a arborização urbana deve ser tratada como uma infraestrutura essencial, assim como ruas e redes de serviços públicos. Ele defende que o plantio de árvores seja realizado com planejamento técnico, considerando as espécies adequadas para cada local e o acompanhamento permanente da vegetação.
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O professor também ressaltou a necessidade de recuperação de córregos, preservação das áreas verdes públicas e implantação de um plano de arborização aliado à manutenção constante das árvores. Segundo ele, a falta de cuidados favorece o enfraquecimento da vegetação e aumenta os riscos durante temporais.
Recuperação
Além dos prejuízos registrados em diversos pontos da cidade, o campus da USP em Ribeirão Preto também foi afetado pelos ventos fortes. Marcelo Marini destacou que rajadas de aproximadamente 160 km/h provocam danos significativos mesmo em áreas arborizadas.
Apesar do cenário, o professor afirmou acreditar na capacidade de mobilização da sociedade para enfrentar os desafios ambientais. Segundo ele, ainda é possível reduzir os impactos das mudanças climáticas por meio de ações preventivas e de investimentos na recuperação e preservação da vegetação urbana.



