Um estudo inédito realizado com mulheres no estado de São Paulo revelou diferenças importantes no diagnóstico do câncer de mama entre pacientes da rede pública e privada. A pesquisa aponta que mulheres com plano de saúde têm mais chances de descobrir a doença em estágio inicial.
Além disso, o levantamento indica que essas pacientes também apresentam maior tempo de sobrevida em comparação com aquelas atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), reforçando a importância do diagnóstico precoce no tratamento da doença.
Diagnóstico precoce
De acordo com os dados, 41% das mulheres com plano de saúde foram diagnosticadas no estágio inicial do câncer de mama. No SUS, esse índice é de apenas 21%, com maior concentração de casos em estágios mais avançados.
O estudo também mostra que casos nos níveis três e quatro são predominantes na rede pública. Um dos principais fatores para essa diferença está no acesso aos exames de rastreamento, como a mamografia.
Acesso exames
Segundo especialistas, apesar de avanços recentes, ainda existem entraves no acesso à mamografia pelo sistema público. A necessidade de autorização médica e a periodicidade dos exames são apontadas como obstáculos.
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Enquanto na rede privada o exame é feito anualmente a partir dos 40 anos, no SUS ele ocorre a cada dois anos, mesmo após a ampliação da faixa etária. A pesquisa analisou mais de 65 mil mulheres entre os anos de 2000 e 2020.
Relatos pacientes
Histórias de pacientes reforçam a importância da detecção precoce. Algumas mulheres relataram dificuldades no atendimento inicial e a necessidade de buscar alternativas para conseguir realizar exames.
Em um dos casos, a insistência em procurar uma nova avaliação permitiu o diagnóstico a tempo, possibilitando o tratamento e aumentando as chances de recuperação.



