Segundo Vitor Engracia Valenti o arrefecimento do novo coronavírus pode ser o indício de que a pandemia esteja virando endemia
Um estudo recente do pesquisador Victor Valente, da Unesp, indica que a variante Ômicron pode ser um sinal do fim da pandemia de Covid-19 e sua transição para uma fase endêmica.
Da Pandemia para a Endemia
A pesquisa, baseada em artigos científicos internacionais, aponta que a Covid-19 já demonstrava sinais de transição de pandemia para endemia antes mesmo do surgimento da Ômicron. A diferença crucial reside no nível de intensidade da disseminação: pandemias, como a Covid-19 inicialmente, se espalham rapidamente e causam grande impacto global; endemias, como a dengue e a gripe influenza, circulam de forma mais contida, embora ainda causem casos e óbitos.
Analisando a Ômicron
Apesar da rápida disseminação da Ômicron, observa-se que a gravidade dos sintomas tem sido leve a moderada em diversas regiões, incluindo a África do Sul. Embora o número de casos tenha crescido rapidamente, o número de internações e óbitos permaneceu baixo, indicando uma redução na mortalidade associada à variante. No Brasil, a média de mortes também tem apresentado queda significativa, aproximando-se dos níveis observados em casos de gripe sazonal.
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Otimismo Cauteloso
Esses dados otimistas, contudo, não significam o fim da Covid-19. A imunidade de rebanho, muitas vezes mencionada, não implica na erradicação da doença, mas sim numa redução do impacto sobre o sistema de saúde, evitando o colapso de leitos de UTI. A combinação da vacinação em massa com a alta transmissão da Ômicron, resultando em sintomas mais leves e menor mortalidade, sugere uma transição para um estágio endêmico. É crucial, no entanto, manter as medidas preventivas, como o uso de máscaras em ambientes fechados e a manutenção do distanciamento social, principalmente em eventos com aglomerações. A cautela e o monitoramento contínuo são fundamentais nesta fase de transição.


