Pediatra explica a mortalidade ligada à doença, e a incidência dos diagnósticos de HIV nesta faixa etária no ‘Filhos e Cia’
O Dia Mundial de Combate à Aids, comemorado em 1º de dezembro, serve como alerta para a realidade da doença, especialmente entre jovens. Um relatório da UNICEF de 2021 aponta que cerca de 110 mil crianças e adolescentes (até 19 anos) morreram por causas relacionadas à Aids, representando 17% das mortes ligadas à doença, apesar de corresponderem a apenas 7% do total de pessoas vivendo com HIV.
Aumento de Casos entre Jovens e Homens
Apesar da redução global de casos de Aids, o Brasil enfrenta um desafio: o aumento de infecções entre jovens (acima de 15 anos) e homens, principalmente na faixa etária de 15 a 29 anos. Segundo o médico pediatra Iván Savioli Ferraz, a principal causa é a falta de informação sobre a transmissão e prevenção da doença, mesmo com campanhas existentes desde a década de 1980. A facilidade de acesso ao tratamento, que transformou a Aids de uma doença letal em uma doença crônica, contribui para uma falsa sensação de segurança e descuido.
Mortalidade em Crianças e Adolescentes
A alta taxa de mortalidade em crianças e adolescentes com Aids se deve principalmente à não adesão ao tratamento. A falta de informação sobre a doença e sua gravidade, mesmo com os avanços da medicina, leva à negligência no tratamento, resultando em complicações e óbitos. Sintomas em crianças podem incluir atraso no desenvolvimento, infecções frequentes e persistentes (como sapinho prolongado), e linfonodos aumentados. Em adolescentes, os sintomas são semelhantes aos de adultos, com infecções oportunistas recorrentes e graves, além de perda de peso.
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Prevenção e Conscientização
A prevenção continua sendo a melhor forma de combater a Aids. A família desempenha um papel crucial na educação das crianças e adolescentes sobre a transmissão e prevenção da doença. No entanto, a conscientização deve ser um esforço conjunto, envolvendo escolas, serviços de saúde, governo e mídia. Embora o tratamento tenha melhorado significativamente a qualidade de vida dos pacientes, a Aids ainda é uma doença séria que requer prevenção e tratamento adequado para evitar complicações e óbitos.