Teste foi feito por uma universidade norte-americana com pacientes com Alzheimer; Vitor Engrácia Valenti comenta a pesquisa
Um estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, revelou que durante o sono não-REM, o mais prolongado, o cérebro aumenta a resiliência contra a perda de memória. A pesquisa, conduzida com 62 pacientes com Alzheimer moderado, analisou a qualidade do sono, focando nos estágios REM e não-REM.
Sono não-REM e a resiliência cerebral
O sono não-REM é caracterizado por um relaxamento corporal profundo, com menor atividade cerebral e frequência cardíaca reduzida. O estudo demonstrou que quanto maior a duração do sono não-REM, maior a resiliência à perda de memória em pacientes com Alzheimer. Essa descoberta sugere uma possível relação entre a qualidade do sono e a progressão da doença.
Alzheimer, sono e fatores de risco
Embora o estudo seja observacional, e não comprove causalidade, os resultados apontam para uma possível terapia focada no sono não-REM. A pesquisa levanta a hipótese de que a proteína beta amiloide, acumulada no hipocampo (região cerebral ligada à memória), contribui para o desenvolvimento do Alzheimer. Fatores genéticos e externos, como o estresse, também influenciam a vulnerabilidade à doença.
Qualidade do sono e melatonina
Para melhorar a qualidade do sono, recomenda-se evitar estímulos visuais e auditivos antes de dormir. Diminuir a luminosidade e o volume da televisão, por exemplo, auxilia na produção de melatonina, hormônio que regula o ciclo circadiano. O uso de melatonina em comprimidos deve ser feito apenas com prescrição médica, pois seu uso indiscriminado pode causar problemas de saúde.
Em resumo, a pesquisa indica uma promissora linha de investigação para o tratamento do Alzheimer, focando na melhora da qualidade do sono, especificamente no aumento da duração do sono não-REM. Mais estudos são necessários para confirmar esses achados e desenvolver terapias eficazes.



