Neurologista Alan Eckeli fala da importância de se ter boas horas de sono para contribuir com a manutenção da saúde
Uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz aponta que pelo menos 72% da população brasileira enfrenta dificuldades para dormir. Em meio a esse cenário, especialistas alertam para os impactos da privação de sono na saúde física e mental.
Prevalência do problema
O levantamento da Fiocruz revela que problemas de sono são comuns entre brasileiros de diferentes idades e perfis. A constatação chama atenção para a necessidade de políticas públicas e orientações médicas voltadas ao diagnóstico e tratamento de distúrbios do sono.
Consequências para saúde mental e metabólica
O neurologista Alan Ekel explica que a curta duração do sono aumenta o risco de manifestações de ansiedade e prejuízo do humor. Além disso, a falta de sono pode provocar alterações metabólicas com impacto no controle da glicemia. ‘‘Dormir pouco eleva a probabilidade de alterações no metabolismo da glicose’’, afirma o especialista.
Ekel também destaca a relação entre sono insuficiente e ganho de peso. Segundo o médico, a privação de sono eleva o hormônio associado ao apetite e reduz o hormônio ligado à saciedade, o que favorece maior ingestão alimentar e, consequentemente, aumento de peso.
Sono e memória
Outro ponto ressaltado pelo neurologista é o efeito do sono na cognição: a falta de descanso prejudica a atenção — um componente importante para o bom funcionamento da memória — e compromete o processo de consolidação das lembranças. Em outras palavras, dormir mal dificulta tanto a aquisição quanto a fixação das informações.
Os dados e os alertas de especialistas indicam que melhorar a qualidade do sono é uma medida relevante para preservar a saúde mental, o equilíbrio metabólico e as funções cognitivas.



