Índice de 41,53% foi o menor dos últimos quatro anos
A Pesquisa do Ceper/USP revela queda na inadimplência, atingindo o menor patamar desde 2013, com 41,53% da população endividada. Este cenário, segundo o pesquisador Luciano Nakabashi, da USP, é resultado de uma combinação de fatores.
Dificuldades de acesso a crédito
A pesquisa aponta que a dificuldade em obter novos créditos contribui significativamente para a redução da inadimplência. As instituições financeiras, diante do aumento do risco de inadimplência, estão mais rigorosas na análise de crédito, impactando a concessão de empréstimos para aquisição de imóveis, automóveis e eletrodomésticos.
Mudança no comportamento das famílias
O estudo demonstra uma redução da inadimplência em junho, comparado ao mês anterior. Embora essa queda não represente, por enquanto, uma retomada do poder de compra, indica um aumento da confiança geral. As famílias, após um período de alto endividamento impulsionado pelo estímulo ao consumo, estão reduzindo seus compromissos financeiros. Essa postura, embora represente um ajuste necessário, pode contribuir positivamente para o crescimento econômico futuro.
Leia também
Perspectivas futuras
A redução da inadimplência afeta tanto pessoas físicas quanto jurídicas, invertendo a tendência de alta observada nos últimos anos. A pesquisa considera a relação entre o endividamento e a renda familiar. A diminuição do nível de endividamento, mesmo com a queda na renda, prepara as famílias para um eventual crescimento econômico futuro, permitindo-lhes maior capacidade de acesso a crédito quando a economia se recuperar. Apesar do cenário positivo, o nível de endividamento permanece relativamente alto.



