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Estudo da USP Ribeirão mostra que duas enzimas podem ser responsáveis pelo agravamento da Covid-19

'Metaloproteinases' fora de controle podem agravar os problemas nos pulmões; saiba mais sobre a pesquisa!
enzimas Covid-19
'Metaloproteinases' fora de controle podem agravar os problemas nos pulmões; saiba mais sobre a pesquisa!

‘Metaloproteinases’ fora de controle podem agravar os problemas nos pulmões; saiba mais sobre a pesquisa!

Uma pesquisa da USP de Ribeirão Preto identificou duas enzimas, chamadas metaloproteinases, como possíveis responsáveis pelo agravamento da Covid-19 nos pulmões.

Metaloproteinases e a Covid-19

Normalmente, essas enzimas desempenham papel crucial na cicatrização e reparação de órgãos danificados. No entanto, em grandes quantidades e descontroladas, elas causam danos teciduais, o que parece ocorrer em casos graves de Covid-19. O professor Carlos Sorge, pesquisador da USP, explica que o estudo descobriu que essas enzimas quebram proteínas da matriz pulmonar, levando a danos teciduais. Isso representa um novo ponto no entendimento do mecanismo que causa o comprometimento pulmonar na doença.

Avanços no Tratamento

A descoberta abre caminho para novas abordagens terapêuticas. Além dos tratamentos já existentes, como antiflamatórios e anticoagulantes, atrásra é possível considerar o uso de medicamentos que inibem a ação dessas enzimas. Isso pode diminuir os danos em pacientes graves de Covid-19, contribuindo para uma recuperação mais rápida e possivelmente reduzindo a mortalidade.

Metodologia e Próximos Passos

A pesquisa analisou amostras de 39 pacientes internados em estado grave de Covid-19 em dois hospitais de Ribeirão Preto. Os estudos continuam e os resultados obtidos devem auxiliar na criação de novos protocolos de tratamento.

A identificação dessas enzimas como fator agravante da Covid-19 representa um avanço significativo na compreensão da doença e abre portas para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas, direcionadas à inibição da ação dessas enzimas e, consequentemente, à redução dos danos pulmonares e à melhora do prognóstico dos pacientes.

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