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Estudo de doenças crônicas pode levar a descoberta de novos mecanismos de tratamento

Ouça a coluna 'CBN Saúde', com Fernando Nobre
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As doenças crônicas, como diabetes, alterações de colesterol e hipertensão, sempre foram alvos de intensas pesquisas, buscando não apenas o controle, mas também a cura definitiva. No caso da hipertensão arterial, essa busca é particularmente intensa, dada a sua prevalência e o impacto negativo na saúde.

O Entendimento da Hipertensão

A hipertensão arterial se manifesta quando os mecanismos de controle da pressão arterial se tornam disfuncionais. A pressão arterial é o resultado do equilíbrio entre forças que a elevam e forças que a diminuem. Quando as forças que aumentam a pressão predominam, o indivíduo desenvolve hipertensão, uma condição grave com sérias consequências para o organismo.

A Busca por uma Vacina Anti-Hipertensão

Desde meados do século passado, cientistas têm buscado uma vacina capaz de gerar anticorpos contra substâncias que contribuem para o aumento da pressão arterial, especialmente aquelas que causam o estreitamento dos vasos sanguíneos. Tentativas anteriores não tiveram sucesso, mas recentemente, uma nova vacina testada em animais demonstrou resultados promissores, mantendo a pressão controlada em ratos por até seis meses. Essa vacina induz a produção de anticorpos contra a angiotensina II, um hormônio que eleva significativamente a pressão arterial.

Paralelos com a Descoberta Brasileira

A ação da vacina é comparável à substância derivada do veneno da jararaca, descoberta na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto na década de 1970 pelo Professor Sérgio Henrique Ferreira. Essa descoberta revolucionária também visava o controle da pressão arterial.

Perspectivas Futuras

Embora resultados promissores em animais nem sempre se traduzam em sucesso em humanos, os pesquisadores no Japão, envolvidos no estudo atual, estão otimistas e esperam que a vacina esteja disponível para aplicação em humanos em cerca de três anos. Resta aguardar e torcer para que suas expectativas se concretizem.

O desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas para a hipertensão é crucial para melhorar a qualidade de vida e reduzir os riscos associados a essa condição.

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