Um estudo recente reforçou a eficácia da vacina contra o HPV na prevenção do câncer de colo do útero. Segundo os dados apresentados, nenhuma mulher vacinada entre 20 e 24 anos morreu em decorrência da doença na Inglaterra entre 2020 e 2024.
O resultado fortalece as evidências científicas sobre a importância da imunização contra o papilomavírus humano (HPV), principal causador do câncer de colo do útero. No Brasil, a doença é o terceiro tipo de câncer mais frequente entre as mulheres, com expectativa de cerca de 20 mil novos casos por ano.
Prevenção
O médico oncologista Carlos Fruet explica que praticamente todos os casos de câncer de colo do útero estão relacionados à infecção pelo HPV, um vírus sexualmente transmissível. Segundo ele, a vacinação é uma das principais estratégias para reduzir a incidência da doença e evitar tratamentos agressivos.
O especialista destaca que a vacina está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e recomenda que a imunização seja feita preferencialmente antes do início da vida sexual. A orientação é que pais e responsáveis levem crianças e adolescentes para receber a dose dentro da faixa etária indicada.
Tratamento
De acordo com o oncologista, quando o câncer de colo do útero é diagnosticado, o tratamento pode envolver cirurgia, radioterapia e quimioterapia, além de impactar a qualidade de vida das pacientes. Em alguns casos, a retirada do útero pode ser necessária, comprometendo a possibilidade de gestação.
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Apesar da importância da vacinação, o médico ressalta que a imunização não substitui o acompanhamento ginecológico. As consultas periódicas e os exames preventivos continuam sendo fundamentais para o diagnóstico precoce e aumentam as chances de sucesso no tratamento.
Vacinação
Atualmente, a vacina contra o HPV é oferecida gratuitamente pelo SUS em dose única para meninos e meninas de 9 a 14 anos. Neste ano, também está em vigor uma estratégia de resgate que amplia a vacinação para adolescentes de 15 a 19 anos até dezembro.
Além de prevenir o câncer de colo do útero, a imunização também ajuda a reduzir o risco de outros tipos de câncer associados ao HPV, como os de garganta, região anal e pênis, além de prevenir verrugas na região genital. Segundo o especialista, ampliar a cobertura vacinal é essencial para reduzir a ocorrência dessas doenças.



