O etanol hidratado ampliou sua vantagem competitiva em relação à gasolina comum no estado de São Paulo e alcançou o maior patamar dos últimos oito anos, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na última semana, o preço médio do litro do etanol foi de R$ 3,70, enquanto a gasolina chegou a R$ 6,39.
Com esse cenário, a relação entre os combustíveis ficou em 57,9% no estado, índice considerado altamente favorável ao etanol. Segundo o diretor de Inteligência Setorial e Regulação da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Única), Luciano Rodrigues, a economia para o consumidor pode chegar a R$ 79,29 por abastecimento de um tanque de 60 litros.
Economia
De acordo com Luciano Rodrigues, a competitividade do etanol é resultado do aumento da capacidade de produção registrado pelo setor desde as safras de 2019 e 2020. Segundo ele, a expectativa é de que o Brasil registre neste ano a maior produção de etanol de sua história.
O diretor da Única explica que, enquanto o preço da gasolina sofre influência do mercado internacional e da valorização do petróleo, o consumidor brasileiro conta com uma alternativa produzida no país, que oferece economia e menor impacto ambiental.
Rodrigues destaca que, com a paridade abaixo do limite técnico de 73% a 75%, o etanol se torna a opção mais vantajosa para veículos flex. Segundo ele, um motorista que abastece um tanque de 60 litros por semana pode economizar mais de R$ 300 por mês ao optar pelo biocombustível.
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Benefícios
Além da economia, o etanol também apresenta vantagens relacionadas ao desempenho dos veículos e à sustentabilidade. Segundo o diretor da Única, o combustível possui maior octanagem em comparação à gasolina, o que contribui para um melhor desempenho do motor.
Na área ambiental, Rodrigues afirma que o etanol pode reduzir em até 90% as emissões de gases de efeito estufa em relação à gasolina. Ele explica que o carbono liberado durante a queima do etanol é previamente absorvido pela cana-de-açúcar ou pelo milho durante o crescimento das plantas, diferentemente dos combustíveis fósseis.
Outro fator destacado foi o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que passou de 30% para 32% em 1º de agosto. Segundo ele, a medida reduz a necessidade de importação de gasolina, substituindo parte de um combustível fóssil e mais caro por um biocombustível produzido no Brasil.
Região
Rodrigues ressalta que Ribeirão Preto está inserida em uma das principais regiões produtoras de etanol do país. São Paulo responde por cerca de metade da produção e do consumo nacional do combustível, o que reforça a importância da cadeia sucroenergética para a economia regional.
Segundo ele, além de gerar empregos e movimentar a economia local, o setor contribui para manter os preços do etanol em um dos menores patamares dos últimos anos. Apesar de representar um momento mais desafiador para os produtores e usinas, o cenário beneficia diretamente os consumidores, que encontram maior economia ao abastecer com etanol.



