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Etanol deve ficar mais caro em Ribeirão com novo reajuste

Combustível é o mais utilizado no estado de São Paulo, mas chega, atualmente, aos R$ 2,80; Petrobrás anunciou aumento no preço
Preço etanol Ribeirão
Combustível é o mais utilizado no estado de São Paulo, mas chega, atualmente, aos R$ 2,80; Petrobrás anunciou aumento no preço

Combustível é o mais utilizado no estado de São Paulo, mas chega, atualmente, aos R$ 2,80; Petrobrás anunciou aumento no preço

Após 53 dias sem alterações, a Petrobras anunciou um novo aumento no preço da gasolina vendida nas refinarias. O reajuste foi de R$ 0,05 por litro, enquanto o diesel teve um aumento de R$ 0,026. O novo valor entrou em vigor ontem, gerando preocupações sobre o impacto nos preços praticados nos postos de combustíveis.

Impacto nos Postos e no Etanol

Especialistas projetam que o aumento chegará aos consumidores, afetando também o preço do etanol, combustível bastante utilizado em São Paulo. Em Ribeirão Preto, o etanol já é encontrado a R$ 2,89 na maioria dos postos da zona sul, enquanto nas regiões leste e norte é possível encontrar por R$ 0,10 a menos. Motoristas relatam a dificuldade em encontrar o litro abaixo de R$ 2,70, impactando diretamente seus orçamentos, principalmente aqueles que percorrem longas distâncias diariamente, como motoristas de aplicativos.

Reajuste e Fatores Econômicos

O especialista em agronegócio José Luiz Coelho explica que o repasse dos aumentos da Petrobras aos postos de combustíveis depende dos preços comerciais praticados pelas distribuidoras. Ele destaca a influência da alta do preço do petróleo no mercado internacional e a valorização do dólar, que atingiu seu maior valor nominal da história (R$ 4,20) na segunda-feira. A combinação da flutuação do preço do barril de petróleo (entre R$ 58 e R$ 60) com o impacto cambial levou a Petrobras a realizar a correção de preços. Coelho prevê novos aumentos, inclusive no etanol, devido à instabilidade cambial e à escassez do produto no mercado. Ele ressalta que os fatores que impulsionam a alta dos preços não são os mesmos que provocam a queda, com margens de lucro sendo preservadas mesmo em momentos de redução de custos.

A política de preços da Petrobras, desde 2016, considera a paridade de importação, que soma as cotações internacionais convertidas em reais, com os custos de importação e margens de lucro. A perspectiva é de que os consumidores devam se preparar para novos aumentos nos preços dos combustíveis no curto prazo.

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