Motoristas optam por abastecer em cidades da região para economizar com o combustível; valor médio em Ribeirão é de R$ 3,72
Ribeirão Preto enfrenta preços elevados do etanol, situando-se entre os 10 municípios paulistas com o biocombustível mais caro, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Preços Exorbitantes e Busca por Alternativas
Motoristas reclamam do alto custo do etanol em Ribeirão Preto, apesar da proximidade de usinas e plantações de cana-de-açúcar. A diferença de preço em relação a cidades vizinhas como Bebedouro (R$ 3,40), Franca (R$ 3,44), Sertãozinho (R$ 3,54) e São Carlos (R$ 3,27) é significativa, levando muitos a abastecer em outros locais para economizar. O impacto no bolso é considerável, principalmente para quem usa o carro diariamente para trabalhar.
Justificativas e Análises
O diretor do Núcleo Postos, Fernando Roca, atribui os altos preços aos custos operacionais mais elevados em Ribeirão Preto em comparação a cidades menores. A diferença no custo operacional pode chegar a 30% em alguns casos. Entretanto, mesmo considerando a diferença entre grandes e pequenas cidades, a discrepância de preços em Ribeirão Preto (acima de R$ 3,70) em comparação a São Paulo (R$ 3,19), Rodovia dos Bandeirantes (R$ 3,14) e Campinas (R$ 3,48) permanece alta. O volume de combustível vendido em grandes centros também é apontado como um fator relevante. O professor Fábio Ribeiro, da FEA-USP de Ribeirão Preto, acredita que a falta de concorrência e a ausência de uma “guerra de preços” contribuem para a manutenção dos valores elevados.
Impacto no Consumidor e Perspectivas
A diferença de preço, mesmo que pareça pequena em centavos, impacta significativamente o orçamento mensal de quem utiliza o veículo diariamente. A ANP divulga dados com um atraso de 10 dias, e o Núcleo Postos aponta uma média atual de R$ 3,60, ainda assim um valor elevado. A situação leva muitos motoristas a procurarem alternativas fora da cidade para abastecer seus veículos, buscando economizar em cada abastecimento. A busca por preços mais competitivos continua sendo a principal demanda dos consumidores.



