Grupo foi alvo de uma operação que revelou a ligação de Rogério Camillo Requel com os crimes; outras seis pessoas foram presas
A cidade de Franca, interior de São Paulo, foi palco de uma operação que desmantelou uma quadrilha de agiotagem que movimentava milhões de reais. A ação, resultado de uma investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), Polícia Civil e Polícia Militar, expôs um esquema sofisticado de empréstimos com juros abusivos e intimidação.
Ex-Policial Civil Envolvido
Um dos principais envolvidos é um ex-policial civil, Rogério Camilo Requel. Segundo o Ministério Público, ele usava sua posição para facilitar as ações da quadrilha, protegendo-a de investigações e intimidando vítimas com ameaças, inclusive usando a farda. Em três meses, recebeu cerca de R$ 340 mil em transações diretas de um dos líderes do grupo.
Detalhes da Operação Castelo de Areia
A Operação Castelo de Areia, que durou três anos, revelou que a quadrilha movimentava R$ 36 milhões. A investigação trouxe à tona provas contundentes, como prints de conversas que mostram ameaças graves e até mesmo a alegação de que uma bomba foi jogada na casa de um cliente inadimplente. As investigações revelaram ainda o padrão de vida luxuoso dos envolvidos, com carros importados e apartamentos de alto padrão, evidenciado em fotos nas redes sociais.
Impacto e Repercussão
Essa foi a segunda quadrilha de agiotagem desmantelada em Franca no último mês, demonstrando a extensão do problema na região. A operação destaca a importância da cooperação entre diferentes órgãos de segurança pública no combate ao crime organizado e a gravidade das ações criminosas, que envolvem não apenas a prática de agiotagem, mas também intimidação, ameaças e abuso de poder.



