Todos respondem por peculato, que é quando o dinheiro público é desviado; confira as informações!
O ex-prefeito de Guará, José Antônio Ustif, o ex-secretário de obras, o ex-chefe de gabinete e uma servidora pública, além de um empresário, foram denunciados pelo Ministério Público por desvio de verba na venda de jazigos do cemitério municipal. Todos responderão por peculato.
Desvio de Verba na Venda de Jazigos
As investigações apontam que o empresário José Carlos de Souza Oliveira recebeu a concessão para a manutenção do cemitério. O ex-secretário de obras, Adilson Lopes, e o ex-chefe de gabinete, César Ambrósio, com conhecimento do ex-prefeito, autorizaram a venda dos lotes. A servidora Marie Lucia Sélio é acusada de simular documentos de venda, sem registro na administração municipal, segundo o promotor Túlio Vinícius Rosa. Ela teria emitido apenas guias de inumação, omitindo as guias de recolhimento para a taxa de concessão perpétua, permitindo que o empresário recebesse os valores diretamente.
Impacto e Irregularidades
Cada jazigo custava R$ 1.575, mas o total desviado entre 2014 e 2016 ainda não foi apurado. O esquema teria deixado 50% a 60% dos túmulos sem identificação, devido à fraude na documentação. O atual prefeito, Vinícius Magno Filgueira, busca regularizar a situação dos moradores e já afastou a servidora investigada. Um chamamento público será realizado para o reconhecimento dos jazigos.
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Desdobramentos e Defesas
O ex-secretário e o ex-chefe de gabinete, ainda não notificados, alegam inocência e pretendem provar sua versão dos fatos durante o processo. O ex-prefeito, o empresário e a funcionária não foram localizados para comentar o caso. A investigação segue em andamento em Guará.



