Chefe do Executivo de Ribeirão Preto entre 2002 e 2004 foi citado na delação premiada da marqueteira Mônica Moura
Em entrevista à IPTV, o ex-prefeito Gilberto Magione negou envolvimento em esquema de caixa dois durante sua campanha eleitoral. Ele afirmou que o PT era o responsável pelas questões financeiras e que não participou de nenhuma decisão relacionada a recursos da campanha.
A Campanha de 2014 e as Acusações
Em 2014, Magione tentou a reeleição. O suposto uso de caixa dois foi revelado em depoimentos da marqueteira Mônica Moura à Operação Lava Jato. Ela relatou ter cobrado R$ 6 milhões pela campanha e que parte do valor seria paga de forma não oficial, por meio de caixa dois, a mando de Antônio Palocci.
Detalhes da Delação e as Testemunhas
Mônica Moura detalhou o recebimento de recursos em espécie, parte deles entregues por Jocelyn Dourado, assessor de Palocci. Ela mencionou também o recebimento de aproximadamente R$ 100 mil a cada 15 dias, pagos pelo filho do empresário Cutrali, dono de uma fábrica de sucos. Apesar de negar conhecimento sobre a relação entre Palocci e Cutrali, Mônica afirmou que Palocci tinha grande interesse na campanha de Magione.
Leia também
Apesar das acusações, o advogado Daniel Pacheco Pontes afirma que as declarações da marqueteira precisam de provas para sustentar uma investigação. Até o momento, Magione é apenas um dos citados na Operação Lava Jato. A reportagem não conseguiu contato com os advogados de Antônio Palocci e Jocelyn Dourado. A empresa Cutrali negou, por meio de nota, qualquer contribuição para a campanha de Magione.



