Réu é um dois oito investigados da Operação Coiote; grupo teria recebido R$ 300 mil de forma ilegal
Ex-Servidor Público Condenado por Corrupção em Ribeirão Preto
A justiça de Ribeirão Preto condenou um ex-servidor público a quatro anos e meio de reclusão em regime semiaberto por corrupção passiva, advocacia administrativa e violação de sigilo profissional. Ele também perdeu os direitos políticos. A sentença é resultado da Operação Coyote, deflagrada em maio de 2017, que investiga um grupo acusado de golpes e extorsão usando informações falsas de processos judiciais.
Detalhes da Condenação e Ações do Grupo
As investigações do Ministério Público apontam que o ex-funcionário fornecia informações sigilosas de processos e consultas de antecedentes criminais, incluindo detalhes da Operação Sevandija. O grupo criminoso, além do ex-servidor, era composto por dois advogados, dois ex-estagiários da UAB se passando por advogados, um casal especializado em falsificação de documentos e uma mulher que se apresentava como auxiliar de juiz ou assistente de ministro para abordar as vítimas. Estima-se que o grupo tenha lucrado R$ 300 mil ilicitamente.
Próximos Passos e Investigações
O Gaeco de Ribeirão Preto recorreu da decisão buscando aumentar a pena do ex-servidor. As ações contra os demais acusados da Operação Coyote aguardam as alegações finais da defesa. A condenação destaca a importância do combate à corrupção e à violação de sigilo no serviço público.
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A operação demonstra a complexidade das ações criminosas e a necessidade de investigações aprofundadas para desmantelar redes de corrupção que atuam em diferentes esferas da sociedade. A justiça segue seu curso para responsabilizar todos os envolvidos.



