Irmãs siamesas passaram, neste final de semana, pela última cirurgia de separação dos crânios; elas seguem no CTI do HC
As gêmeas siamesas Alana e Maria, de dois anos, unidas pela cabeça, passaram por uma cirurgia de separação que durou 25 horas no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. O procedimento, finalizado na manhã de domingo, foi um sucesso, e as meninas se recuperam bem, segundo informações da instituição.
Cirurgia complexa e pioneira
A cirurgia, que envolveu 50 profissionais, incluiu a dissecção de vasos sanguíneos e a crânioplastia (fechamento do crânio e recobrimento com pele). Um aspecto inovador foi o uso de células-tronco, cultivadas a partir de material coletado previamente no Hemocentro de Ribeirão Preto, para a reconstrução óssea. Esta é a primeira vez no mundo que essa técnica é aplicada em um caso como este, representando um avanço na cirurgia de separação de gêmeos siameses unidos pela cabeça.
Recuperação e próximos passos
As gêmeas permanecem em cuidados intensivos, e ainda não há previsão de alta. Uma coletiva de imprensa está prevista para o final de setembro, onde serão divulgados mais detalhes sobre a cirurgia e o estado de saúde das meninas. O caso é extremamente raro, com incidência estimada em um a cada 2,5 milhões de nascimentos.
Um marco na medicina
A cirurgia de separação das gêmeas siamesas Alana e Maria representa um enorme avanço na medicina, demonstrando a capacidade da equipe médica em lidar com casos complexos e raros. O uso de células-tronco na reconstrução óssea abre novas possibilidades para o tratamento de pacientes com malformações congênitas semelhantes. A recuperação das meninas é aguardada com esperança e expectativa por todos.



