Economista Adnan Jebailey analisa o otimismo do comércio, mas afirma que o ticket médio caiu para R$ 150 neste ano
O Dia das Crianças deve movimentar R$ 7,4 bilhões no varejo nacional, segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Se confirmada, será a maior receita para a data desde 2015, quando foram registrados cerca de R$ 7,5 bilhões. A data ocupa o terceiro lugar em importância no varejo, atrás apenas do Natal e do Dia das Mães.
Expectativas e Gastos
Apesar da inflação, o otimismo para o Dia das Crianças é perceptível, principalmente entre os comerciantes. A expectativa é de um gasto médio de R$ 150,00 por presente, segundo pesquisa da Associação do Comércio e Indústria de Franca (CIF). Embora represente uma queda em relação aos anos anteriores (quando a média era de R$ 250,00), esse valor ainda é significativo, impulsionando a geração de empregos no setor. Em Ribeirão Preto, por exemplo, o número de vagas no comércio aumentou consideravelmente em atrássto, indicando um cenário positivo para o final do ano.
Preferências e Dicas Econômicas
Eletrônicos, como videogames e tablets, lideram a lista de desejos infantis. A disparidade de preços entre o Brasil e outros países, como os Estados Unidos, é significativa, devido a impostos, custos de importação e transporte marítimo. Para economizar, a recomendação é planejar os gastos, conversar com as crianças sobre limites financeiros e considerar alternativas, como um passeio ou um lanche especial, em vez de presentes caros. Comprar a prazo, especialmente com juros altos, não é uma opção viável no atual cenário inflacionário.
Leia também
O Dia das Crianças serve como termômetro para as vendas de fim de ano, influenciando as estratégias de estoque e contratação dos comércios para a Black Friday e o Natal. A expectativa é positiva, considerando a retomada econômica e o avanço da vacinação, mas a inflação e o aumento dos preços de produtos essenciais ainda representam um desafio para as famílias brasileiras.



