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Exportações de Ribeirão Preto batem recorde no primeiro bimestre de 2024

Município triplicou vendas para outros países em comparação com 2016 e bateu 45 milhões de dólares em janeiro e fevereiro
Exportações de Ribeirão Preto batem recorde
Município triplicou vendas para outros países em comparação com 2016 e bateu 45 milhões de dólares em janeiro e fevereiro

Município triplicou vendas para outros países em comparação com 2016 e bateu 45 milhões de dólares em janeiro e fevereiro

As exportações de Ribeirão Preto no primeiro semestre de 2024 alcançaram o melhor resultado da última década, Exportações de Ribeirão Preto batem recorde, com um total que mais que triplicou em comparação a 2016, atingindo 45 milhões de dólares nos meses de janeiro e fevereiro. Parte desse desempenho positivo foi atribuída a microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e pequenas empresas do município.

Segundo dados da InvestSP, Exportações de Ribeirão Preto batem recorde, o estado de São Paulo registrou um aumento de 30% no número de pequenos exportadores nos últimos cinco anos, chegando a 2.240 negócios em 2024. Esses pequenos exportadores atendem a demandas do mercado internacional e podem incluir desde pequenas indústrias até profissionais que operam seus negócios remotamente.

Desafios enfrentados por pequenas empresas e MEIs

O professor Luciano Nakabashi, da Faculdade de Economia e Administração da USP Ribeirão Preto, destaca que um dos principais desafios para esses empreendedores é a qualificação e o preparo para realizar operações de exportação e importação. Ele ressalta que as importações são mais complexas devido a questões tarifárias, necessidade de conhecer fornecedores ou compradores estrangeiros e riscos cambiais, que muitas vezes dificultam a contratação de seguros por parte dos pequenos empresários.

Além disso, Nakabashi aponta que o limite de faturamento imposto aos MEIs e microempresas pode restringir o crescimento dessas empresas, já que o aumento da receita pode acarretar em maior carga tributária. Isso pode levar a um cenário em que as empresas optam por permanecer pequenas para evitar impostos mais altos, o que limita sua capacidade de atuar no comércio internacional.

Potencial de crescimento e necessidade de qualificação: O professor destaca que o MEI pode ser um primeiro passo para o empreendedor que deseja ingressar no mercado internacional, mas que a migração para categorias maiores, como micro ou pequenas empresas, pode ser necessária para expandir as operações e gerar empregos. Ele ressalta que o comércio exterior exige maior conhecimento e gestão, incluindo funções como recursos humanos, planejamento e controle financeiro.

Segundo Nakabashi, a volatilidade cambial representa um risco significativo para os pequenos exportadores e importadores, que podem reduzir esse risco por meio de seguros cambiais, prática mais comum em empresas maiores. A diversificação entre mercado interno e externo é recomendada para mitigar riscos, embora seja um desafio para pequenas empresas devido à necessidade de especialização e conhecimento de diferentes mercados.

Perspectivas e recomendações para pequenos exportadores

O professor reforça a importância do investimento em educação, planejamento e construção de redes de contato para o sucesso no comércio exterior. Ele observa que o acesso à informação e cursos pela internet facilita a qualificação dos empresários, mas que o desafio de gerir uma empresa, especialmente no Brasil, permanece elevado.

Dados da InvestSP indicam que o número de pequenos exportadores no estado de São Paulo tem se mantido relativamente estável nos últimos anos, com 1.722 em 2020, 2.116 em 2021, 2.234 em 2022, uma leve queda para 2.166 em 2023 e 2.240 em 2024.

Entenda melhor

Microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas empresas enfrentam limites de faturamento que podem restringir seu crescimento e atuação no comércio exterior. A qualificação, o planejamento e a diversificação de mercados são essenciais para superar os desafios do comércio internacional, que envolve riscos cambiais e complexidades burocráticas.

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