Fazendeiro acusado de ameaçar vizinhos em Ribeirão pode ser expulso após assembleia de moradores
Moradores do condomínio Alípio João Júnior, em Ribeirão Preto, decidiram em assembleia pela expulsão do fazendeiro Alípio João Júnior, preso por ameaçar vizinhos. A decisão agora depende do aval da Justiça.
Aprovação em Assembleia
Em assembleia realizada na noite de segunda-feira, a maioria dos moradores votou pela expulsão de Alípio João Júnior, de 58 anos. Ele está preso preventivamente desde 16 de julho, acusado de ameaçar e intimidar os vizinhos. Uma ação judicial já havia sido movida para pedir a expulsão, mas foi inicialmente negada, exigindo uma assembleia com quórum qualificado e garantia de defesa ao acusado.
Na nova assembleia, dos 48 apartamentos, 36 moradores votaram pela expulsão, atingindo o quórum necessário. O advogado do condomínio, Hamilton Paulino, informou que entrará com um novo pedido de liminar, esperando uma resposta da justiça em breve, devido ao receio de que Alípio seja solto e retorne ao prédio.
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O Medo do Retorno e a Análise Jurídica
O principal receio dos moradores é que Alípio consiga um recurso e seja libertado, retornando ao condomínio. Segundo o advogado João Pedro Silvestrine, sem uma decisão judicial definitiva, Alípio pode voltar a viver no prédio. A assembleia é apenas o primeiro passo para uma ação judicial que determine a expulsão. Ele explica que o direito à propriedade é fundamental, e a expulsão é uma medida excepcional, exigindo um processo detalhado e provas consistentes de comportamento antissocial.
Acusações e Próximos Passos
Moradores registraram um boletim de ocorrência contra Alípio por ameaça, perturbação da tranquilidade, perigo para a vida ou saúde de outrem e injúria. O promotor Paulo José Freire Teutônio informou que Alípio é investigado por perturbação de sossego, ameaça, injúria racial, perseguição, coação e injúria com motivação homofóbica. A defesa de Alípio aguarda o exame de insanidade mental e informou que a família está desocupando o imóvel, com a intenção de que ele não retorne ao prédio. Pedem também a transferência para uma clínica psiquiátrica.
O caso segue para análise da justiça, que deverá considerar todos os aspectos antes de tomar uma decisão.


