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Fazendeiro que atirou contra vendedor por causa de vaga de estacionamento é absolvido

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
Fazendeiro atira vendedor vaga
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O vendedor autônomo Tomás Periani Neto, baleado há oito anos, expressou sua indignação após o julgamento do suspeito de ter atirado nele. A decisão da justiça o deixou perplexo, levando-o a se retirar do plenário.

O Incidente no Shopping

O caso ocorreu em 2016 no Novo Shopping. Tomás estava estacionando seu carro quando uma mulher, querendo a mesma vaga, começou a xingá-lo por não conseguir manobrar. O marido dela, um fazendeiro de 41 anos, teria então descido do carro e atirado em Tomás.

Tomás foi atingido de raspão no braço. Sua esposa, grávida na época, seu irmão, sua mãe e seu filho de três anos também estavam no carro. A polícia localizou o suspeito, que foi levado a júri popular nesta quarta-feira.

A Ausência e a Surpresa no Julgamento

O fazendeiro não compareceu ao julgamento. Seu advogado, Sebastião Marcos Guimarães Arantes, justificou a ausência com documentos que comprovavam a internação do cliente devido a um quadro de dengue (CID A90), conforme atestado médico e contrato de serviços hospitalares.

A acusação, a cargo do promotor Elison Berardo Gonçalves, surpreendeu a todos. Ele declarou que não havia provas suficientes para comprovar que o fazendeiro era o autor do disparo e pediu aos jurados que absolvessem o réu, o que de fato aconteceu. O promotor informou que não recorreria da decisão, reafirmando por telefone a falta de provas para pedir a condenação. Ele também mencionou que as testemunhas presentes no carro da vítima não reconheceram o acusado.

Indignação e Incompreensão

Tomás expressou sua frustração com a demora para o julgamento e a reviravolta no caso. “Oito anos e meio para esperar para a viagem popular e a pessoa que teria que acusar ele pede absolvição, entendeu? É estranho, é no mínimo estranho, entendeu? Eu não estou acreditando que está acontecendo isso, porque tem a marca do tiro, tem tudo que teve tiro, resistir a um tiro e falta provas. Que provas que faltam? Não dá para entender”, desabafou.

O promotor, por sua vez, agiu com convicção, o que foi reconhecido por Tomás, apesar da discordância com o resultado.

O desfecho do caso levanta questionamentos sobre a complexidade do sistema judicial e a dificuldade em se obter justiça em situações onde as evidências são consideradas insuficientes.

Com informações da IPTV, Marisa Fernandes para Rádio CBN Ribeirão.

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