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Feiras ilegais fazem o mercado formal perder R$ 400 milhões por ano na região de Ribeirão

Presidente do Sincovarp pede fortalecimento das leis e mais fiscalização para que lojistas não sejam prejudicados
Feiras ilegais mercado formal
Presidente do Sincovarp pede fortalecimento das leis e mais fiscalização para que lojistas não sejam prejudicados

Presidente do Sincovarp pede fortalecimento das leis e mais fiscalização para que lojistas não sejam prejudicados

Em tempos de recessão e consumidores mais cautelosos, o setor varejista revê estratégias e busca entender a queda nas vendas observada desde o ano anterior. Um levantamento da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) revela um impacto significativo das feiras ilegais no faturamento do mercado varejista.

O Impacto Financeiro das Feiras Ilegais

A pesquisa da Fecomércio aponta que o comércio paralelo, representado por feiras itinerantes e ilícitas, movimenta anualmente mais de R$ 400 milhões em 35 cidades da região de Ribeirão Preto. Paulo César Garcia Lopes, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto (Sincovarp), enfatiza a necessidade de fortalecer as leis e intensificar a fiscalização.

Estratégias de Evasão e o Prejuízo Local

Segundo Lopes, os organizadores dessas feiras se adaptam rapidamente à legislação, buscando brechas para burlá-la. Ele destaca que, ao contrário do comércio formal, essas feiras não contribuem para a economia local, pois trazem funcionários de fora e remetem o dinheiro arrecadado para outros lugares. A situação se agrava em datas comemorativas importantes, quando a presença dessas feiras se intensifica.

Consequências para o Mercado de Trabalho e Arrecadação

O levantamento da Fecomércio também revela que a atuação das feiras informais e ilegais impediu a criação de mais de 3 mil novas vagas de emprego formal nas 35 cidades analisadas. Além disso, o estudo estima que os cofres públicos deixam de arrecadar cerca de R$ 25 milhões por ano, considerando uma média de três feiras ilegais por mês na região.

Diante desse cenário, medidas para coibir a proliferação dessas feiras se mostram urgentes.

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