Inflação atingiu férias escolares e alimentos como bolos e bolachas recheadas, preferidas pelas crianças
As férias em família ficaram mais caras este ano, impactando diretamente o orçamento de muitas famílias brasileiras. Produtos essenciais para o período de férias registraram altas significativas de preços, afetando o planejamento de pais e responsáveis.
Preços Elevados de Alimentos
Diversos itens tiveram aumentos acima da inflação acumulada em 12 meses (3%). Bolos prontos, por exemplo, subiram 13%, enquanto o milho para pipoca teve um aumento de 15%. Giselle Albano, mãe de um filho, relatou o impacto nos preços de itens como chocolate, bolachas e bolinhos prontos, observando um aumento considerável em relação ao ano anterior. Um exemplo citado foi o aumento do preço do biscoito recheado, de R$ 1,69 para R$ 1,89, e do chocolate, de R$ 5,99 para R$ 6,39. Marcia Semensato, gerente de mercado, confirmou a queda nas vendas em torno de 10% a 15%, devido ao aumento de custos e consequente repasse aos preços.
Custos com Recreação Infantil
Além dos alimentos, as escolas de recreação também registraram aumento significativo nos custos. A procura por esses cursos caiu cerca de 60% em comparação ao ano passado, devido ao aumento médio de 20% nas mensalidades. Renata Moraes Patriz, diretora de uma escola, explicou que o movimento ficou restrito às crianças menores, pois pais buscam alternativas mais econômicas para crianças maiores. Ariane Amaral, atendente, optou por tirar férias junto com os filhos, como forma de economizar e aproveitar mais tempo com a família, investindo o dinheiro que seria gasto em escolas de recreação em atividades como cinema e passeios.
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Alternativas para Economizar
Considerando o cenário de preços elevados, uma alternativa para reduzir gastos é optar por alimentos mais saudáveis, como frutas, que apresentaram queda de 12,5% nos últimos 12 meses, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas. Essa opção pode contribuir para um orçamento familiar mais equilibrado durante as férias.



