A crise dos fertilizantes pode provocar redução da oferta de alimentos a partir do fim de 2026 e início de 2027, segundo o especialista em agronegócio José Carlos de Lima Júnior. O aumento dos custos levou produtores a reduzir investimentos e áreas plantadas, enquanto o clima pode agravar os impactos sobre a produtividade. Açúcar, trigo, milho e soja já apresentam valorização.
José Carlos afirma que o cenário não deve provocar desabastecimento, mas pode aumentar a inflação dos alimentos. No caso do trigo, a menor área plantada e os impactos do conflito entre Rússia e Ucrânia sobre a oferta internacional podem elevar os custos de moinhos e indústrias e, consequentemente, chegar ao consumidor. A valorização de milho e soja também pode encarecer a nutrição animal e pressionar os preços de carnes.
O especialista também chama atenção para a falta de estoques mínimos de nutrientes agrícolas e avalia que governos priorizaram medidas relacionadas ao petróleo, diesel e gasolina, deixando os fertilizantes em segundo plano. Para ele, o risco de alta das commodities pode ser intensificado pelo clima, com reflexos mais fortes a partir de outubro e novembro e ao longo do próximo ano.
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