O assédio eleitoral no ambiente de trabalho ocorre quando alguém usa uma relação de autoridade para tentar influenciar ou controlar a escolha política do trabalhador. Segundo a advogada Janaína Palomino, ameaças de demissão, fechamento da empresa, redução de salário, retirada de benefícios ou promessas de aumento e bônus podem caracterizar a prática, que também pode ocorrer em ambientes virtuais.
A especialista explica que visitas de candidatos a empresas são possíveis, mas a participação dos funcionários deve ser voluntária, sem convocação obrigatória, controle de presença, ameaças ou promessas de vantagens. Em grupos corporativos de WhatsApp, também não devem haver pedidos de voto, divulgação de propaganda, enquetes ou identificação de funcionários de acordo com suas preferências políticas.
A principal instituição responsável pela apuração é o Ministério Público do Trabalho, mas denúncias também podem ser encaminhadas a outros órgãos, sindicatos, à Justiça do Trabalho e às polícias, dependendo do caso. Janaína ainda destaca que a identidade do denunciante pode ser mantida em sigilo.
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