Problemas acontecem, normalmente, por má conservação dos alimentos
A Organização Mundial da Saúde estima que 600 milhões de pessoas adoecem anualmente após ingerir alimentos contaminados, com mais de 400 mil mortes associadas. Os sintomas iniciais podem ser leves, como azia ou dor de barriga, mas podem evoluir para dores abdominais intensas, vômitos e diarreia.
Como identificar alimentos contaminados
De acordo com a professora Katia C. Vieri, da Unesp de Araraquara, a observação sensorial é crucial. Alimentos sem data de validade devem ser examinados cuidadosamente. Preste atenção a odores estranhos, muco ou viscosidade na superfície, e mudanças de cor, especialmente em produtos como presunto e salsicha. Qualquer alteração na aparência normal indica que o alimento deve ser descartado.
A Salmonella: principal vilã
A salmonella, bactéria transmitida por alimentos malcozidos ou contaminados por fezes, é a principal causadora de intoxicação alimentar. A salmonelose, infecção causada pela bactéria, pode ser evitada com o preparo adequado de alimentos, principalmente ovos crus (como em maioneses caseiras) e carne de frango bem passada. A salmonella pode estar presente também em verduras e legumes contaminados, reforçando a importância da lavagem e cozimento adequados, afirma o professor Cristiano Galina Moreira, também da Unesp de Araraquara. O uso excessivo de antibióticos nas granjas contribui para a resistência da bactéria a tratamentos, tornando a prevenção ainda mais crucial.
Prevenção e cuidados
Para evitar intoxicações alimentares, principalmente após festas, é fundamental armazenar corretamente os alimentos, evitando grandes variações de temperatura. Alimentos refrigerados devem ser levados imediatamente para a geladeira após a compra. O consumo de alimentos crus, como peixes, requer atenção redobrada, devido à maior probabilidade de contaminação. Embora nosso sistema imunológico auxilie na defesa contra invasores, a prevenção por meio de cuidados rigorosos na manipulação e armazenamento dos alimentos é a melhor forma de garantir a segurança alimentar.


