O GAEMA iniciou uma força-tarefa para prevenir incêndios e queimadas durante o período de estiagem, que começa em abril e se estende até outubro, em cidades como Ribeirão Preto, São José do Rio Pardo, Mococa e Serra Azul.
A iniciativa reúne promotores de Justiça, Corpo de Bombeiros, Polícia Ambiental, Defesa Civil, Fundação Florestal, produtores rurais e usinas de cana-de-açúcar. O objetivo é fortalecer a prevenção, com monitoramento constante e resposta rápida a focos de incêndio.
Segundo a promotora Cláudia Abibe, o trabalho já começou antes mesmo do início oficial da estiagem, justamente para garantir organização e eficiência no combate aos focos. De acordo com o Ministério Público, praticamente todos os incêndios têm origem em ações humanas, seja de forma acidental ou criminosa.
A promotora destaca que práticas como queima de lixo e limpeza de terrenos com fogo são altamente perigosas, especialmente em períodos de baixa umidade e vento, quando as chamas podem se espalhar rapidamente. Os danos causados pelos incêndios atingem não apenas a vegetação e a fauna, mas também a saúde pública, com aumento de doenças respiratórias e até riscos associados ao câncer.
Além disso, há prejuízos econômicos, com destruição de plantações, impacto no preço dos alimentos e altos custos para o poder público no combate às chamas. Provocar incêndios é crime previsto no Código Penal, com pena de 3 a 6 anos de reclusão, além de multa e obrigação de reparar os danos causados.O Ministério Público reforça a importância da denúncia, inclusive de forma anônima, para identificar e punir responsáveis.
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As autoridades reforçam que a colaboração da população é essencial para evitar tragédias ambientais. A orientação é clara: não atear fogo em lixo ou vegetação e denunciar práticas suspeitas. A expectativa é de que, com o trabalho conjunto, seja possível reduzir os impactos durante o período crítico de estiagem na região.



