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Região de Ribeirão Preto entra em alerta para risco de incêndios durante o período de seca

Emergência ambiental declarada pelo governo federal vale de março a novembro por causa das condições climáticas favoráveis às queimadas
incêndios
Divulgação

A região de Ribeirão Preto está incluída na declaração de emergência ambiental anunciada pelo Ministério do Meio Ambiente por causa do alto risco de incêndios florestais durante o período de estiagem. A medida foi oficializada por meio de portaria assinada pela ministra Marina Silva.

De acordo com o governo federal, o alerta vale de março a novembro, quando fatores como altas temperaturas, baixa umidade do ar e escassez de chuvas aumentam a probabilidade de queimadas na região.

Risco elevado

Segundo a promotora Cláudia Habibi, do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente, a medida reforça a gravidade das condições climáticas que vêm sendo registradas nos últimos anos.

Ela explica que o período mais crítico da estiagem costuma ocorrer entre julho e setembro, quando a combinação de fatores climáticos favorece a propagação do fogo.

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“Temos aqui um combo muito propenso à ocorrência do fogo descontrolado: altas temperaturas, baixa umidade, meses sem chuva e predominância da cultura canavieira”, alerta.

De acordo com a promotora, a chamada “fase vermelha” da estiagem ocorre quando se combinam temperatura acima de 30 °C, umidade abaixo de 30%, ventos fortes e mais de 30 dias sem chuva.

A preparação para enfrentar o período seco envolve um trabalho conjunto entre diferentes órgãos públicos. Entre eles estão a Defesa Civil do Estado de São Paulo, o Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Ambiental e a CETESB. Segundo Habibi, os municípios da região já iniciaram a identificação de áreas consideradas mais vulneráveis para que medidas preventivas sejam adotadas até o final de maio.

Responsabilização

A promotora também destacou que a maioria dos incêndios tem origem em ações humanas, seja por negligência ou de forma intencional.

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Além da prevenção, autoridades também atuam na investigação de crimes ambientais. Pessoas identificadas como responsáveis por incêndios podem responder criminalmente, com penas que já chegaram a até oito anos de prisão em casos registrados na região.

O Ministério Público também reforça a importância da participação da população por meio de denúncias anônimas, que ajudam na identificação de responsáveis por queimadas e outros crimes ambientais.

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