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Franca lidera geração de emprego no Brasil no primeiro semestre

Responsável por 4% da produção nacional de calçados, cidade teve saldo de 6,1 mil contratações entre janeiro e junho
geração de emprego
Responsável por 4% da produção nacional de calçados, cidade teve saldo de 6,1 mil contratações entre janeiro e junho

Responsável por 4% da produção nacional de calçados, cidade teve saldo de 6,1 mil contratações entre janeiro e junho

Franca, conhecida como a capital nacional do calçado, se destacou no primeiro semestre como a cidade brasileira que mais gerou empregos. Responsável por 4% da produção nacional de calçados, a cidade registrou um saldo positivo de 6.100 contratações entre janeiro e junho, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O Impulso da Indústria Calçadista

O setor industrial foi o principal motor desse crescimento, com as fábricas de calçados criando 5.254 novas vagas. Os setores de serviços e agropecuária também contribuíram, com saldos de 1.177 e 580 contratações, respectivamente. O desempenho da indústria calçadista demonstra a força e a importância desse setor para a economia local.

Cautela em Meio ao Otimismo

Apesar dos números positivos, o Sindicato da Indústria de Franca (Sindifranca) demonstra cautela. A entidade argumenta que há um certo “falso otimismo” em relação à geração de empregos, pois o saldo do primeiro semestre ainda não supera o número de demissões ocorridas em dezembro do ano anterior. Naquele mês, foram fechados 6.926 postos de trabalho, sendo 5.900 somente na indústria calçadista, conforme dados do Caged. Em 2022, a cidade registrou 5.307 desligamentos, o dobro do registrado em 2014.

Desafios nas Exportações

O Sindifranca também ressalta que, mesmo com a alta do dólar, as exportações de calçados sofreram uma queda de 21% no primeiro semestre. Até junho, as negociações totalizaram 35 milhões de dólares, enquanto no mesmo período do ano anterior, os contratos renderam 44,4 milhões de dólares às fábricas de Franca. Essa retração nas exportações indica a necessidade de buscar novas estratégias para impulsionar o comércio internacional.

Os dados revelam um cenário complexo, com a geração de empregos impulsionada pela indústria calçadista, mas com desafios a serem superados, como a recuperação das perdas de empregos anteriores e a retomada das exportações.

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